SEOP apreende 30 kg de cobre durante queima de fios no Centro do Rio

Agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública apreenderam 30 quilos de cobre no Centro do Rio após flagrarem a queima de fios no meio da rua na noite desta quarta-feira. O caso aconteceu no cruzamento da Avenida República do Paraguai com a Rua da Carioca.

Fiscalização flagra queima de fiação clandestina no Centro

A equipe da fiscalização municipal foi até a região depois de receber alertas de pedestres sobre uma fogueira no asfalto. Pessoas em situação de rua queimavam o revestimento de plástico dos cabos para extrair o metal puro, técnica usada com frequência para vender o material em ferros-velhos clandestinos.

Quando os fiscais se aproximaram da esquina, as pessoas envolvidas fugiram a pé e abandonaram o fogo aceso na pista. Os agentes controlaram as chamas para evitar riscos a prédios vizinhos e recolheram os 30 quilos de fiação metálica espalhados pelo chão.

Perto da fogueira, a equipe municipal também encontrou diversos objetos usados para o consumo de entorpecentes. Ninguém foi preso durante a ação, e a secretaria ainda tenta identificar de qual rede pública ou privada os cabos foram retirados.

Como o roubo de cabos prejudica o dia a dia da cidade

O furto e o vandalismo de fiações trazem transtornos diários para quem circula pela capital fluminense. Quando criminosos arrancam os fios subterrâneos ou dos postes, bairros inteiros sofrem com semáforos apagados, ruas sem iluminação e interrupção no fornecimento de sinal de internet.

Desde 2021, o rombo causado por esse tipo de crime nas redes de trânsito e postes de luz já ultrapassou a marca de R$ 69 milhões. Além do custo financeiro, a falta de sinalização em cruzamentos movimentados aumenta o risco de atropelamentos e acidentes graves entre veículos nos horários de maior movimento.

Para tentar reduzir esses danos aos cofres públicos e aos motoristas, a Companhia de Engenharia de Tráfego iniciou a troca dos fios de cobre por peças feitas com materiais alternativos sem valor de revenda. No setor de iluminação, a Rioluz passou a instalar travas de segurança e soldas especiais para blindar caixas subterrâneas e postes.

Quem responde por isso

O combate a esses crimes reúne a Secretaria Municipal de Ordem Pública, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e a Polícia Civil. Os órgãos operam em conjunto por meio do Núcleo Integrado de Combate a Furtos e Receptação de Cabos, criado para mapear as áreas com maior índice de ataques.

A investigação mira principalmente a ponta final do esquema: os depósitos de sucata e ferros-velhos que compram o material sem nota fiscal. Em setembro, uma fiscalização conjunta encontrou mais de 200 quilos de fios sem procedência confirmada em um galpão no próprio Centro da cidade.

Os estabelecimentos que não comprovam a compra legal dos materiais metálicos podem ter as atividades suspensas na hora e o alvará de funcionamento cassado pela Prefeitura, além de os responsáveis responderem criminalmente pelo crime de receptação.

Como denunciar

A colaboração da população é peça fundamental para ajudar a prefeitura e as forças de segurança a localizarem depósitos clandestinos e flagrantes de furto nas ruas do Rio de Janeiro.

  • Disque Denúncia do Rio de Janeiro: telefone (21) 2253-1177. O serviço funciona 24 horas por dia, com sigilo totalmente garantido para o morador.
  • Central da Prefeitura: ligue para o telefone 1746 ou registre fotos e endereços pelo aplicativo oficial 1746 da Prefeitura do Rio.
  • Flagrantes na rua: acione a Polícia Militar pelo número 190 ao notar pessoas abrindo bueiros, escalando postes ou queimando cabos em calçadas.
  • Delegacia local: informações sobre ferros-velhos clandestinos no Centro podem ser comunicadas diretamente à 5ª DP (Mem de Sá), situada na Rua Gomes Freire, número 320.
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