Sem Cano, Fluminense busca novo artilheiro

German Cano

O Fluminense terá um desafio a mais no duelo contra o Sport neste sábado (3), no Maracanã: encontrar soluções ofensivas sem Cano, seu principal artilheiro. O argentino sofreu uma lesão no joelho esquerdo e ficará afastado dos gramados por, pelo menos, seis semanas. Durante esse período, o clube espera que outros atletas assumam a responsabilidade pelos gols e mantenham a eficiência ofensiva da equipe.

Germán Cano tem papel central no setor ofensivo tricolor, sendo responsável por 33% dos gols marcados pelo clube em 2025. A ausência do atacante não apenas representa a perda de um finalizador nato, mas também resgata um trauma recente: em 2024, o time teve o pior ataque do século 21, com apenas 73 gols marcados em toda a temporada.

Naquele ano, mesmo com as dificuldades físicas que enfrentou, Cano foi um dos vice-artilheiros, ao lado de Kauã Elias e Lima. O destaque foi Arias, que anotou 14 gols, número que o próprio Cano já atingiu em apenas quatro meses deste ano. A queda de rendimento sem o argentino é um alerta claro para a comissão técnica e diretoria.

Atualmente, o elenco do Fluminense não conta com muitos nomes de perfil artilheiro. O segundo maior goleador da temporada é Canobbio, com cinco gols — todos eles marcados contra adversários de menor expressão no Campeonato Carioca. O uruguaio, aliás, não balança as redes há dez jogos, o que reforça as dúvidas sobre seu poder de decisão em partidas mais exigentes.

A expectativa recai sobre Everaldo, provável substituto direto de Cano. O atacante terá mais minutos em campo e uma chance real de se firmar. No entanto, sua temporada ainda é tímida: apenas três gols marcados — dois contra o GV San José, da Bolívia, e um contra o Águia de Marabá.

Everaldo divide a terceira colocação na artilharia do clube com Keno e Serna, ambos também com três gols. Já Arias, que teve bom desempenho em 2024, aparece apenas com dois tentos em 2025, bem abaixo das expectativas para quem já foi protagonista. No total, 15 jogadores diferentes do elenco principal marcaram gols nesta temporada, somando 42 bolas na rede.

O confronto com o Sport, válido pelo Brasileirão, será o primeiro teste sem Cano e servirá como termômetro para a capacidade de reinvenção ofensiva do Fluminense. O técnico Fernando Diniz terá a missão de montar um time que consiga transformar volume de jogo em gols, mesmo sem seu principal finalizador em campo.

A diretoria, por sua vez, observa com atenção a movimentação do mercado, caso a ausência de Cano se prolongue. Internamente, há reconhecimento de que o elenco carece de outro centroavante com características semelhantes ao do argentino. Até lá, caberá ao grupo encontrar soluções caseiras.

Seja com Arias retomando o protagonismo, Canobbio reencontrando o caminho das redes ou Everaldo aproveitando a oportunidade, o Fluminense precisa se reinventar. A pressão por resultados no início do Brasileirão exige que a resposta venha rápido, especialmente diante da torcida no Maracanã.

O torcedor, acostumado a vibrar com os gols de Cano, agora terá que depositar suas esperanças em novas opções. A missão é dura, mas o Tricolor sabe que, se quiser seguir competitivo, precisará encontrar uma nova referência ofensiva — mesmo que temporariamente.

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