O Segurança Presente no Rio passará a ser administrado pela Secretaria de Polícia Militar, conforme informou o governo estadual nesta quinta-feira (7). A mudança altera a estrutura de gestão do programa, que anteriormente estava vinculado à Secretaria de Governo.
Segundo o governo, a transferência não irá gerar aumento de despesas públicas. Com a mudança, todo o efetivo, contratos, recursos e bens ligados ao programa passam a ficar sob responsabilidade da PMERJ.
A alteração foi oficializada por meio de publicação no Diário Oficial do Estado no último dia 30.
De acordo com o governo estadual, a nova estrutura permitirá o aperfeiçoamento do programa com foco em critérios técnicos, incluindo metas de produtividade, análise de desempenho e integração de inteligência policial.
A Secretaria de Segurança Pública também fará parte da governança da iniciativa. O acompanhamento das ações será realizado em conjunto com o Instituto de Segurança Pública (ISP) e a Polícia Militar.
Os três órgãos irão compor uma comissão responsável por monitorar os resultados, avaliar indicadores e direcionar estratégias operacionais do programa.
A nova gestão prevê o uso intensivo de dados, estatísticas e ferramentas de inteligência para orientar decisões relacionadas à atuação das equipes do Segurança Presente no Rio.
Segundo o secretário de Segurança Pública, Victor dos Santos, a mudança foi tomada com base em critérios técnicos.
“A Polícia Militar é a instituição preparada para o policiamento ostensivo e com essa reorganização, garantimos mais eficiência, integração e foco no atendimento à população”, afirmou.
Apesar da transferência administrativa, o programa continuará atuando com foco no policiamento de proximidade e prevenção de crimes.
O governo também informou que as equipes seguirão realizando ações de apoio à população, incluindo mediação de conflitos e atendimento em áreas de grande circulação.
Atualmente, o efetivo do Segurança Presente é formado por policiais militares ativos, agentes da reserva e policiais em Regime Adicional de Serviço (RAS).
Criado para ampliar a presença policial em regiões estratégicas do estado, o programa se tornou uma das principais iniciativas de patrulhamento ostensivo e apoio à segurança urbana no Rio de Janeiro.
A mudança ocorre em meio às discussões sobre modernização da segurança pública e integração entre setores operacionais e áreas de inteligência no estado.














