Um vendedor de balas de 18 anos ficou ferido na cabeça após ser agredido por um segurança terceirizado no Terminal Rodoviário Presidente João Goulart, no Centro de Niterói. O caso aconteceu na noite de quarta-feira e é investigado pela Polícia Civil.
A confusão começou por volta das 20h, quando o trabalhador oferecia doces aos passageiros. Segundo testemunhas que estavam no local, o segurança abordou o rapaz acusando o jovem de tentar assaltar uma mulher. No entanto, a própria passageira desmentiu o agente, afirmando que estava apenas comprando as balas do rapaz.
Mesmo após o esclarecimento da cliente, a discussão continuou. O segurança teria levado o vendedor para uma sala reservada do terminal, onde o jovem acabou atingido na cabeça. Pessoas que passavam pela rodoviária tentaram intervir e relataram ter sofrido ameaças por parte do agente de segurança antes de ele fugir do local.
Entenda como aconteceu a confusão no Terminal de Niterói
Equipes do 12º Batalhão de Polícia Militar de Niterói foram acionadas para conter o tumulto e registrar o fato. O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro prestou os primeiros socorros ao vendedor no próprio terminal. Em seguida, a vítima foi levada para o Hospital Estadual Azevedo Lima, localizado no bairro do Fonseca. O jovem passou por atendimento médico na unidade de saúde e recebeu alta no final da noite.
Os policiais militares apreenderam um canivete no local da agressão. Testemunhas indicaram que o objeto teria sido utilizado pelo segurança para ferir a vítima na cabeça. A arma branca foi levada para a 76ª Delegacia Policial, no Centro de Niterói, onde o caso foi registrado inicialmente.
A vítima, uma testemunha presencial e uma das pessoas ameaçadas foram até a delegacia prestar depoimento. Todos prestaram esclarecimentos ao delegado de plantão e foram liberados. Os agentes da Polícia Civil agora buscam imagens de câmeras de segurança do terminal para esclarecer a dinâmica exata dos fatos e apurar as responsabilidades criminais do agressor.
O que diz a administradora do terminal?
A empresa Teroni, responsável pela administração do Terminal Rodoviário Presidente João Goulart, informou que tomou conhecimento do caso logo após a ocorrência. A concessionária esclareceu que o profissional envolvido no episódio pertence a uma empresa prestadora de serviços terceirizados de vigilância.
Em nota oficial, a administração do terminal informou que realizou uma reunião de emergência com os supervisores da empresa contratada. Ficou determinado o afastamento preventivo e imediato do segurança de suas funções até que todas as apurações sejam concluídas. A Teroni solicitou também que o homem seja desligado definitivamente da equipe que atua na rodoviária de Niterói.
A concessionária destacou que acionou o socorro médico e o apoio policial assim que o tumulto começou. A empresa reiterou que repudia qualquer tipo de violência e reforçou o compromisso com a integridade de passageiros, trabalhadores, comerciantes e prestadores de serviço que circulam diariamente pelo local.
Como fica o funcionamento da rodoviária e da região?
O atendimento e o fluxo de ônibus no Terminal Rodoviário Presidente João Goulart seguem normais. As linhas municipais de Niterói e os ônibus intermunicipais que ligam a cidade à Baixada Fluminense, ao Rio de Janeiro e a São Gonçalo operam sem alterações nas plataformas.
O policiamento foi reforçado na região central da cidade por agentes do 12º Batalhão da PM. A segurança interna do terminal continua sendo realizada pela equipe terceirizada contratada pela administradora, sob supervisão reforçada após o incidente.
Comerciantes e passageiros que frequentam o espaço cobram mais preparo dos agentes que atuam na segurança do local. O terminal é a principal estação de integração de transporte público de Niterói, por onde passam milhares de trabalhadores e estudantes todos os dias.
Como denunciar abusos e violência em Niterói?
Quem presenciar atos de violência, agressões ou abusos de autoridade no Terminal de Niterói ou em qualquer ponto da cidade pode acionar a Polícia Militar imediatamente ligando para o número 190. Em emergências médicas, o socorro deve ser solicitado ao Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.
Para prestar informações que ajudem as investigações da Polícia Civil sem se identificar, o cidadão pode ligar para o Disque Denúncia do Rio de Janeiro pelo telefone (21) 2253-1177. O serviço funciona 24 horas por dia, garante o anonimato absoluto e aceita denúncias sobre paradeiro de suspeitos ou novos detalhes do caso.
Vítimas de agressão física ou ameaças devem comparecer à delegacia mais próxima para registrar a ocorrência. No Centro de Niterói, a unidade responsável é a 76ª DP, localizada na Rua Amaral Peixoto. É importante levar documento de identidade e, se houver, laudos médicos do atendimento prestado em hospitais ou UPAs.
Foto: O Dia















