O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico de Queimados, Jefferson Dias da Silva, de 51 anos, morreu após ser baleado por policiais militares na noite de segunda-feira (19), na Avenida Brasil, altura de Bonsucesso, Zona Norte do Rio.
Disparos contra carro perto do BRT Marinha Mercante
A abordagem com perseguição aconteceu nas imediações da estação de BRT Marinha Mercante, uma das áreas de maior fluxo na pista da Avenida Brasil. Jefferson dirigia um carro branco quando os policiais militares atiraram contra o automóvel. O veículo ficou com diversas marcas de perfurações causadas pelos disparos de arma de fogo.
O secretário não resistiu aos ferimentos e faleceu ainda no local da ocorrência. Jefferson Dias da Silva tinha trajetória política conhecida na Baixada Fluminense, onde também já havia exercido o mandato de vereador pelo município de Queimados. A prefeitura da cidade decretou luto e prestou solidariedade aos familiares e amigos da vítima.
O caso provocou lentidão no tráfego da Avenida Brasil durante o atendimento da ocorrência e a realização dos primeiros trabalhos de perícia técnica pelos agentes civis. A via expressa é o principal corredor de ligação rodoviária entre o Centro do Rio e os municípios da Baixada Fluminense.
O que já se sabe sobre o caso
A dinâmica completa da abordagem ainda está sendo esclarecida pelos investigadores. De acordo com os primeiros registros, os agentes de segurança abriram fogo contra o automóvel durante a tentativa de parada na pista expressa. Não há confirmação oficial sobre troca de tiros ou localização de armas irregulares no interior do carro do secretário.
Os policiais militares envolvidos na ação foram chamados a prestar depoimento oficial. Imagens gravadas por câmeras corporais acopladas aos uniformes dos agentes de segurança devem ser requisitadas e analisadas para comprovar o protocolo adotado antes e durante o tiroteio.
O corpo de Jefferson Dias da Silva foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) Afrânio Peixoto, no Centro do Rio, para passar por necropsia e identificação das trajetórias balísticas que causaram sua morte.
Quem responde por isso
O caso foi registrado e está sob apuração formal da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), unidade da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro instalada na Barra da Tijuca, responsável por apurar mortes decorrentes de intervenção de agentes públicos na cidade.
Paralelamente, a Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro instaurou um procedimento apuratório interno. A apuração administrativa apura a legalidade da conduta dos policiais, o cumprimento dos protocolos operacionais da corporação e o motivo do uso das armas de fogo letais na perseguição.
O prefeito de Queimados, Glauco Kaizer, divulgou nota oficial nas redes sociais lamentando a morte do integrante de seu secretariado e cobrando rapidez e rigor nas investigações das autoridades estaduais.
Como denunciar abusos e repassar informações
Testemunhas que estavam na Avenida Brasil, perto da estação Marinha Mercante, e presenciaram a ocorrência ou registraram imagens em vídeo pelo celular podem repassar o material para auxiliar os inquéritos da Polícia Civil e da Corregedoria da PM.
As denúncias e relatos podem ser enviados de forma totalmente anônima por meio destes canais de atendimento:
- Disque Denúncia do Rio de Janeiro: telefone (21) 2253-1177, com atendimento 24 horas por dia, ou aplicativo oficial “Disque Denúncia RJ”.
- Delegacia de Homicídios da Capital (DHC): atendimento presencial na Avenida Dom Hélder Câmara, 2066, em Benfica, ou na sede operacional na Barra da Tijuca.
- Ouvidoria da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro: canal para denúncias de conduta institucional pelo telefone (21) 2332-9000 ou formulário no portal oficial da corporação.
Como fica a rotina na Avenida Brasil e na Baixada
A rotina para quem depende da Avenida Brasil segue com atenção redobrada em pontos de bloqueio operacional e fiscalização policial, especialmente no trecho entre Bonsucesso, Ramos e Manguinhos, onde ocorrem patrulhamentos noturnos constantes.
Motoristas particulares, condutores de vans e usuários de linhas intermunicipais que ligam a Central do Brasil a cidades da Baixada Fluminense, como Queimados, Nova Iguaçu e Belford Roxo, devem manter a velocidade moderada ao avistar comboios de patrulhamento e ordens de parada nas faixas laterais.
Em caso de abordagem policial no trânsito urbano, o procedimento padrão recomendado pelas autoridades é ligar o pisca-alerta, acender as luzes internas do automóvel durante a noite, reduzir a velocidade devagar e manter as duas mãos visíveis sobre o volante até nova instrução dos agentes.















