PF prende homem com 20 ampolas de emagrecedor no Galeão

A Polícia Federal prendeu em flagrante um homem de 37 anos que tentava desembarcar no Aeroporto Internacional do Galeão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, com 20 ampolas de medicamento emagrecedor importado ilegalmente.

A abordagem aconteceu durante uma fiscalização de rotina no terminal de passageiros da Ilha do Governador. O homem chegou em um voo comercial vindo de Foz do Iguaçu, cidade paranaense que faz fronteira com o Paraguai.

Apreensão de tirzepatida na bagagem despachada

Agentes da Delegacia Especial da Polícia Federal no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, a Deain, realizavam a checagem das bagagens despachadas quando identificaram o material suspeito. Ao abrirem as malas do passageiro, os policiais encontraram 20 ampolas da substância tirzepatida.

O passageiro, nascido em Muriaé, município da Zona da Mata mineira, não apresentou nenhuma documentação ou receita médica que comprovasse a legalidade da carga. Ele também não tinha a autorização exigida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária para trazer os frascos ao território nacional.

Diante da ausência de documentos fiscais e sanitários, os agentes federais deram voz de prisão imediata. A carga foi apreendida para perícia técnica e o homem levado à delegacia da corporação dentro do próprio aeroporto.

O que já se sabe sobre o caso

A investigação aponta que o medicamento foi adquirido fora do país e entrou de maneira clandestina pela rota da fronteira sul antes de embarcar com destino à capital fluminense. Segundo a corporação, o suspeito foi formally indiciado e responderá pelo crime de importação ilegal de medicamentos sem registro no órgão de vigilância sanitária competente.

A legislação brasileira equipara essa prática a crime hediondo em razão do grave risco coletivo que a circulação de remédios não inspecionados traz para a saúde da população. As penas previstas para esse tipo de delito podem variar de 10 a 15 anos de reclusão, além do pagamento de multa.

O material apreendido seguiu para análise no laboratório da perícia federal, onde passará por exames que vão atestar a pureza, a real composição química e a concentração do princípio ativo indicado nas ampolas.

Os riscos do medicamento sem registro sanitário

A tirzepatida é um princípio ativo utilizado no tratamento de diabetes tipo 2 e que vem sendo aplicado no controle e perda de peso. Contudo, a circulação desse tipo de remédio sem a devida chancela da Agência Nacional de Vigilância Sanitária impede qualquer controle sobre sua fabricação, pureza ou condições adequadas de refrigeração.

A temperatura irregular durante o trajeto entre cidades e países pode degradar completamente a fórmula, tornando o produto inútil ou altamente tóxico ao organismo. Remédios trazidos em bagagens comuns raramente cumprem os padrões rígidos de transporte de fármacos sensíveis ao calor.

Médicos e órgãos de saúde reforçam com frequência que tratamentos para perda de peso exigem prescrição individualizada, acompanhamento clínico e compra garantida em estabelecimentos farmacêuticos devidamente credenciados.

Quem responde por isso e como funciona a fiscalização

A fiscalização de bagagens e cargas no terminal carioca fica sob responsabilidade conjunta da Receita Federal e da Polícia Federal, com atuação da Deain. As equipes atuam de forma contínua usando equipamentos de raio-X, cães farejadores e análise de rotas comuns de contrabando doméstico e internacional.

Passageiros que realizam viagens de retorno de regiões de fronteira terrestre, como Foz do Iguaçu, costumam passar por triagens adicionais na chegada aos aeroportos de grande porte. A meta dos órgãos de segurança é coibir tanto o tráfico de drogas quanto o comércio ilegal de eletrônicos, cigarros e medicamentos sem procedência.

O preso permanece à disposição da Justiça Federal do Rio de Janeiro, aguardando a audiência de custódia que determinará se ele continuará detido ou responderá ao processo em liberdade.

Como denunciar a venda clandestina de remédios

A comercialização clandestina de remédios, emagrecedores e anabolizantes sem autorização pode ser denunciada anonimamente pela população. Quem souber de pontos de venda ou depósitos de distribuição no estado do Rio de Janeiro pode ligar para o Disque Denúncia pelo número 2253-1177, com atendimento disponível 24 horas por dia.

Também é possível repassar pistas e informações diretamente à Ouvidoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária pelo telefone 0800 642 9782, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 19h30. Casos suspeitos dentro do terminal do Galeão também podem ser reportados no posto da Polícia Federal localizado no próprio aeroporto.

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