A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) negou, nesta quinta-feira, que a ex-deputada federal Flordelis dos Santos, de 64 anos, tenha sofrido um princípio de AVC dentro do presídio. Segundo a pasta, ela foi atendida no Hospital Penitenciário Hamilton Agostinho, no Complexo de Gericinó, em Bangu, e medicada por um quadro de lombalgia, retornando em seguida à cela.
A defesa de Flordelis havia divulgado que a ex-parlamentar apresentava sintomas compatíveis com um acidente vascular cerebral, como vômitos, dores fortes de cabeça e dificuldade na fala. “Segundo familiares e amigos, que estiveram com ela e, pelos sintomas e atendimento dela na UPA de Gericinó, ela teve sim AVC”, afirmou a advogada Janira Rocha, em entrevista ao jornal O Dia.
Em fevereiro deste ano, Flordelis chegou a escrever uma carta à mão de dentro da prisão, alegando enfrentar sérios problemas de saúde. No documento, a ex-deputada dizia ser inocente do crime pelo qual foi condenada e relatava crises de ansiedade e episódios de alucinação. “Preciso de ajuda, estou presa por um crime que não cometi. Mas hoje preciso de ajuda por algo que todo ser humano tem direito, a saúde”, escreveu.
Condenada em 2022 a 50 anos e 28 dias de prisão, Flordelis cumpre pena pelo assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, morto com mais de 30 tiros em junho de 2019, em Niterói. O caso, inicialmente tratado como latrocínio, revelou-se um homicídio premeditado após investigações apontarem o envolvimento da ex-deputada e de alguns de seus filhos.
As apurações mostraram que Anderson controlava o dinheiro da família e do grupo religioso liderado pela cantora gospel, o que teria motivado disputas internas. Antes do crime a tiros, houve tentativas de envenenamento que fracassaram. Flordelis perdeu o mandato parlamentar em 2021, foi presa no mesmo ano e condenada no ano seguinte por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio, uso de documento falso e associação criminosa armada.














