Sargento da PM é Preso Após Levar Capitã Morta a Hospital em BH; Motivo da Morte e Droga Intrigam Polícia

Eduardo Abner Pereira de Oliveira

Sargento da PM de Minas Gerais é detido sob suspeita de feminicídio após levar capitã da corporação morta a hospital em Belo Horizonte.

Um sargento da Polícia Militar de Minas Gerais foi preso em flagrante nesta segunda-feira (20) após levar sua esposa, uma capitã da mesma corporação, já sem vida a um hospital na capital mineira. A ocorrência levanta sérias questões sobre as circunstâncias da morte da oficial e o envolvimento do marido.

O policial, identificado como Eduardo Abner Pereira de Oliveira, levou a vítima, Michelle Leão Azevedo, ao Hospital Odilon Behrens por volta das 21h30, alegando que ela havia sofrido uma queda de uma escada. No entanto, a equipe médica notou diversas lesões no corpo da capitã que não condiziam com a versão apresentada pelo sargento.

Diante das inconsistências, os profissionais de saúde acionaram a Polícia Militar, que efetuou a prisão do sargento ainda no hospital. Conforme informações iniciais, a morte da capitã teria ocorrido entre quatro e seis horas antes de dar entrada na unidade de saúde. A Polícia Civil já iniciou as investigações para apurar os fatos. A reportagem não conseguiu contato com a defesa do policial.

Versão do Sargento e Descoberta de Drogas

Em depoimento preliminar, o sargento relatou que ele e a esposa participaram de uma festa na noite de domingo (19), onde teriam consumido bebidas alcoólicas e a droga sintética ecstasy. Ele mencionou que, após a festa, teriam tido relações sexuais com práticas agressivas.

Eduardo Abner reiterou que a queda da escada ocorreu na manhã de segunda-feira, mas que Michelle teria recusado atendimento médico por constrangimento devido ao uso de drogas. Segundo ele, o casal dormiu à tarde e, ao acordar à noite, ele percebeu que a esposa não respondia a estímulos, o que o levou a procurá-la no hospital.

Tentativa de Descarte de Drogas

Durante a prisão, ainda no ambiente hospitalar e sob custódia, o sargento foi flagrado tentando descartar uma caixa contendo comprimidos de ecstasy em uma lixeira. O material foi apreendido pelos policiais e adicionado às evidências do caso.

A descoberta das drogas e a alegação de práticas sexuais agressivas levantam suspeitas adicionais sobre a dinâmica do relacionamento e as causas da morte da capitã. A investigação agora busca esclarecer se as lesões foram resultado da queda, de agressões ou de uma combinação de fatores.

Investigação em Andamento pela Polícia Civil

A Polícia Civil de Minas Gerais ficará responsável por conduzir as investigações aprofundadas sobre o caso. O objetivo é reunir todas as provas e depoimentos necessários para determinar a real causa da morte da capitã Michelle Leão Azevedo e se houve crime.

As autoridades buscam entender a cronologia dos eventos na residência do casal e a influência do consumo de substâncias ilícitas e das práticas sexuais mencionadas pelo sargento. A perícia no corpo da vítima será fundamental para o desfecho do inquérito.

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