Samir Xaud: escândalos, processos e acusações contra futuro presidente da CBF

Samir Xaud

O nome de Samir Xaud tem dominado os noticiários desde que o médico surgiu como candidato único à presidência da CBF. Apoiado pela maioria das federações e dez clubes, ele aparece como representante da “renovação” no futebol brasileiro, mas seu histórico levanta sérias controvérsias.

De acordo com informações apuradas pelo jornal Extra, Xaud carrega um histórico de processos judiciais, suspeitas de corrupção, envolvimento em grilagem e relações familiares com figuras investigadas pela Polícia Federal.

Samir é filho de Zeca Xaud, que há décadas comanda a Federação Roraimense de Futebol, e irmão de Samara e Sandrea, ambas citadas em escândalos de corrupção. Segundo reportagem do blog de Lauro Jardim, do jornal O Globo, Samara foi assessora do senador Chico Rodrigues — flagrado em 2020 com dinheiro escondido na cueca. Já Sandrea é casada com Roger Pimentel, empresário acusado de superfaturar testes de Covid-19 para a Secretaria de Saúde de Roraima.

A apuração do Estadão revelou ainda que Samir responde a um processo por improbidade administrativa. O Ministério Público de Roraima acusa o médico de ter participado de fraudes em contratos médicos quando era diretor do Hospital Geral de Roraima. A acusação envolve falsificação de documentos e desvio de R$ 1,4 milhão, beneficiando a empresa Coopebras. Apesar de Xaud alegar que o processo foi arquivado, documentos do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR) confirmam que ele segue em tramitação.

Outro ponto polêmico está relacionado à tentativa de regularização da propriedade rural “Fazenda Paraíso Perdido”, localizada em uma área de proteção ambiental no estado de Roraima. Reportagem do UOL indica que a fazenda está sobreposta a uma reserva ambiental e consta em uma lista de 617 propriedades alvo de cancelamento de registros ambientais por grilagem. A defesa de Xaud nega que ele seja proprietário do terreno.

Além disso, ele é sócio da Life Fitness, cuja sócia Simone Bekel foi presa na Operação Escuridão, em 2018, por fraudes em contratos de alimentação em presídios e hospitais de Roraima. A empresa está atualmente inapta na Receita Federal.

Na defesa apresentada à imprensa, Xaud sustenta que não possui pendências na Justiça ou em órgãos de controle, apresentando certidões negativas de antecedentes. Segundo sua equipe jurídica, “não há nenhum indício de irregularidade praticada, seja na esfera pública ou privada de Samir Xaud”.

O futuro presidente da CBF foi alçado ao cargo após o afastamento de Ednaldo Rodrigues e conta com apoio suficiente para ser eleito sem concorrência nas eleições marcadas para este domingo.

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