Rotas alternativas Avenida Brasil: saiba como fugir do caos após megaoperação

Avenida Brasil

A operação desta terça-feira (10), conduzida pela Polícia Civil nas comunidades do Complexo de Israel, provocou caos no trânsito carioca e obrigou motoristas a buscar rotas alternativas Avenida Brasil. A via expressa, uma das mais importantes da cidade, e a Linha Vermelha foram fechadas por mais de uma hora no início da manhã. A cidade entrou em estágio 2 de atenção, com reflexos em toda a Zona Norte e em regiões da Baixada.

A circulação de ônibus, trens e BRT foi afetada, além do fechamento temporário de 21 escolas municipais. Mesmo após a liberação parcial das vias, o tráfego permanece intenso, e o Centro de Operações Rio (COR-Rio) alerta que novas interdições podem ocorrer a qualquer momento, de acordo com as decisões táticas das forças de segurança.

Trânsito e opções de desvio

A Avenida Brasil ficou completamente bloqueada entre 6h e 7h20. Agora, a via está aberta nos dois sentidos, mas o congestionamento é extenso. No sentido Zona Oeste, o trânsito segue lento de Cordovil até Bonsucesso. No sentido Centro, há lentidão entre Vigário Geral e Deodoro.

Diante do cenário, a prefeitura recomenda usar rotas alternativas Avenida Brasil. Para quem segue da Zona Oeste ao Centro, o trajeto indicado é: Avenida Marechal Fontenele > Avenida Albérico Diniz > Estrada Intendente Magalhães > Avenida Ernani Cardoso > Avenida Dom Hélder Câmara > Rua Visconde de Niterói.

Já para quem vem pela Rodovia Presidente Dutra em direção ao Centro, a rota sugerida inclui a Avenida Pastor Martin Luther King Jr., seguida pela Avenida Dom Hélder Câmara. No sentido oposto, do Centro para a Baixada Fluminense, os motoristas devem seguir o mesmo caminho, mas no sentido inverso.

A Linha Vermelha também apresenta problemas. Foi reaberta por volta de 7h55, mas ainda registra lentidão no sentido Centro, desde Vigário Geral, e no sentido Baixada, desde a altura do Fundão. Há reflexos diretos na Rodovia Washington Luiz e na própria Dutra.

Situação dos trens

A operação também impactou o transporte ferroviário. Segundo a SuperVia, por volta das 6h05, a rede aérea foi danificada por tiros na altura de Parada de Lucas e Cordovil. Por isso, os trens do ramal Saracuruna operam somente entre Central do Brasil e Penha, com intervalo de 30 minutos.

Já entre Duque de Caxias e Gramacho, os trens continuam circulando, mas com intervalo de 20 minutos. Técnicos aguardam autorização para acessar a região e realizar reparos, pois o tiroteio ainda representa risco para as equipes.

BRT e ônibus com circulação comprometida

A Mobi-Rio informou que o BRT Transbrasil teve a calha interrompida por determinação da Polícia Civil. As linhas 60 (Parador), 61 (Expresso) e 71 (Expresso) estão operando com grandes atrasos. As linhas 80, 90 e TIG x GIG seguem com funcionamento normal.

Para usar as rotas alternativas Avenida Brasil, o Rio Ônibus reportou que ao menos 50 linhas estão com seus trajetos alterados ou interrompidos, afetando passageiros de diversas zonas da cidade. Linhas como 292, 315, 342, 361, 393, 497, 945, entre outras, enfrentam dificuldades. Além disso, cinco linhas intermunicipais também foram impactadas, como a 512B, 514B e 410T.

A recomendação é que os usuários de ônibus verifiquem em tempo real a situação das linhas antes de sair de casa. A prefeitura reforça que, devido à possibilidade de novas ações das forças policiais, o cenário pode mudar rapidamente.

Operação mira liderança do TCP

O uso de rotas alternativas Avenida Brasil, é devido a operação no Complexo de Israel é resultado de sete meses de investigações que identificaram 44 traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP) que não tinham mandados anteriores. Os alvos estão distribuídos em comunidades como Vigário Geral, Parada de Lucas, Cidade Alta, Cinco Bocas e Pica-Pau.

A ação é coordenada pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), com apoio da Core e de outras delegacias da capital, Baixada e Interior. O objetivo é cumprir mandados de prisão e apreensão de drogas, armas e documentos.

Sob o comando de Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, o grupo utiliza drones, barricadas, monopólio de serviços e até intolerância religiosa para manter o controle nas comunidades. A polícia investiga ainda a existência de um núcleo armado para tentar derrubar aeronaves das forças de segurança.

Limpatech