O consultório odontológico portátil no Rio começa a transformar o atendimento domiciliar ao permitir que dentistas da rede municipal levem estrutura completa até a casa de pacientes com mobilidade reduzida.
A novidade foi implementada pela Secretaria Municipal de Saúde, que passou a disponibilizar o Equipamento Odontológico Portátil (EOP) para equipes da Atenção Primária. O dispositivo, compacto e semelhante a uma mala com rodinhas, possibilita a realização de procedimentos diretamente no domicílio.
Com a nova tecnologia, pacientes idosos, acamados ou com dificuldades de locomoção passam a ter acesso a atendimentos que antes exigiam deslocamento até unidades de saúde. Além das residências, o equipamento também pode ser utilizado em escolas, abrigos e comunidades.
O consultório portátil conta com cadeira, ultrassom, motores de alta e baixa rotação, compressor de ar, sistema de água e outros recursos essenciais para a prática odontológica. Isso permite desde limpezas preventivas até procedimentos mais complexos, como restaurações e extrações.
Atualmente, a cidade já conta com 50 unidades em operação, ampliando a capacidade de atendimento em diferentes regiões.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Prado, a iniciativa representa um avanço importante na inclusão de pacientes que enfrentam limitações físicas.
“Com esse equipamento, nós conseguimos reproduzir na casa do paciente um consultório com todos os recursos necessários para executar os mesmos procedimentos odontológicos que são oferecidos na clínica da família, mas que o usuário não conseguia acessar devido à sua mobilidade reduzida. Estamos com isso garantindo o acesso ao cuidado de saúde bucal para pessoas acamadas, com alguma deficiência ou dificuldade de locomoção”, afirmou.
A coordenadora de Saúde Bucal da Secretaria, Patrícia Heras, também destacou o impacto da novidade no alcance dos serviços.
“Todos os procedimentos oferecidos na rede de Atenção Primária agora também podem ser realizados em domicílio. Antes desse equipamento, isso era muito difícil e a assistência bucal que prestávamos ao paciente em sua casa se limitava a cuidados de caráter preventivo, educativo e clínico básico. Com o EOP, aumentamos a assistência e a resolutividade para as pessoas com mobilidade reduzida”, explicou.
Um dos primeiros beneficiados pela iniciativa foi o aposentado Alberto Vicente, de 67 anos, morador da Ilha do Governador, que recebeu atendimento em casa e realizou uma extração dentária sem precisar sair do imóvel.
“Ele não consegue mais andar, sequer fica em pé sozinho, é totalmente dependente de mim. A equipe de saúde bucal veio fazer o tratamento dentário dele aqui em casa e nós só temos a agradecer pela facilidade”, relatou Ronaldo José Vicente, irmão do paciente.
“Com a dificuldade que ele tem de se locomover, ela achou melhor operá-la em casa. E deu tudo certo. Achei a iniciativa muito legal. Vai ajudar não somente o meu irmão, como muitas outras pessoas”, completou.
A dentista Sheyla Freire, que participou do atendimento, destacou a ampliação do alcance da assistência.
“Esse equipamento possibilita a realização dos atendimentos odontológicos mais complexos em residências, como foi na casa do seu Alberto. Não só nas residências, mas em todo o território. É uma novidade que amplia o acesso, em especial aos pacientes que vivem acamados. Estamos muito felizes com essa possibilidade que agora podemos ofertar em todo o município do Rio”, afirmou.
As equipes de saúde bucal da cidade atuam integradas à Estratégia Saúde da Família, contando com dentistas, técnicos e auxiliares que acompanham pacientes em diferentes territórios.
Além disso, desde 2024, os moradores também podem agendar consultas odontológicas por meio do aplicativo minhasaude.rio, disponível para celular e na versão web, facilitando o acesso aos serviços da rede municipal.
A iniciativa reforça o compromisso da rede pública em ampliar o acesso à saúde bucal e levar atendimento de qualidade a quem mais precisa, diretamente onde o paciente está.














