A Prefeitura do Rio iniciou o processo de retirada de 400 câmeras da Gabriel Tecnologias instaladas em vias públicas, com prazo de conclusão até 31 de dezembro deste ano. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (11) pelo secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento, Gustavo Guerrante, durante depoimento à CPI das Câmeras da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
Segundo Guerrante, não há convênio entre o município e a empresa, que é investigada pela comissão. Ele afirmou que encaminhará à CPI a lista de outras empresas com câmeras na cidade e a quantidade de equipamentos de cada uma.
De acordo com o secretário, cabe ao sistema Civitas — formado por representantes das secretarias de Conservação, Comlurb e Urbanismo — analisar os locais de instalação. Entre os critérios avaliados estão a obstrução de passagem, a adequação para visualização, a infraestrutura disponível e o impacto no ambiente urbano. A Gabriel Tecnologias já recebeu cinco multas por posicionar equipamentos em locais irregulares.
Essa comissão avalia critérios como obstrução da passagem, adequação do local para visualização, infraestrutura disponível e impacto no ambiente urbano. A solicitação de retirada se deu devido à interferência excessiva de alguns equipamentos, detectada desde 2023, afirmou Guerrante.
O fundador e diretor executivo da empresa, Erick Coser, disse que o processo de desligamento já começou, mas destacou que a operação é complexa. As câmeras ainda estão ligadas e o serviço segue sendo prestado, mas já estamos trabalhando para o desligamento. Não é algo simples, afirmou.
O presidente da CPI, deputado Alexandre Knoploch (PL), contestou a justificativa. A empresa admite a infração e alega que a retirada é complexa, mas, na hora de instalar, isso é feito rapidamente. Não faz sentido a remoção ser tão demorada assim, declarou.
A CPI das Câmeras investiga o uso de imagens de videomonitoramento por empresas privadas e órgãos públicos, além da atuação de cooperativas envolvidas na recuperação de veículos roubados. O sistema “Gabriel”, alvo central das apurações, possui equipamentos espalhados por diversos pontos da cidade.














