Rio é nomeado Capital Mundial do Livro pela Unesco

Prefeito Eduardo Paes com a Chave do Rio

O Rio de Janeiro foi oficialmente nomeado Capital Mundial do Livro pela Unesco em uma cerimônia realizada no Teatro Carlos Gomes, no Centro da cidade. O título, inédito para uma cidade de língua portuguesa, marca o início de um ano dedicado à promoção da leitura, da literatura e da cultura. O prefeito Eduardo Paes recebeu a honraria das mãos da prefeita de Estrasburgo, Jeanne Barseghian, cidade que deteve o título anteriormente.

“É um ano fundamental. O Rio já foi capital de muita coisa. Agora, é capital dos leitores. Temos o Real Gabinete Português, a Biblioteca Nacional, a Academia Brasileira de Letras. Os grandes escritores brasileiros todos passaram por aqui. Vamos ter Bienal, o Prêmio Jabuti pela primeira vez aqui, projetos de incentivo à leitura nas estações do BRT e nas clínicas da família. É um valor simbólico imenso”, afirmou Eduardo Paes, em depoimento ao jornal Extra.

A prefeita de Estrasburgo também destacou a importância do reconhecimento internacional ao passar o bastão para o Rio de Janeiro. “Estamos convictos de que o acesso ao livro e à leitura democratiza a sociedade. Estou muito feliz de passar o bastão a vocês”, declarou Jeanne Barseghian, em depoimento ao jornal Extra.

A escolha do Rio como Capital Mundial do Livro se baseou em um plano de ação robusto, que prevê desde o incentivo à leitura em escolas e comunidades até grandes eventos culturais. A programação se estenderá até abril de 2026, transformando a cidade em um verdadeiro palco de celebração literária.

Entre os destaques está a Bienal do Livro, que promete uma edição histórica neste ano. Tatiana Zaccaro, realizadora do evento, revelou que a Bienal se reinventará como um “book park”, oferecendo atrações interativas além dos tradicionais estandes de livros. “A Bienal vem mais incrível do que nunca. Ela se transforma num ‘book park’, um parque de atrações literárias. Vamos ter roda-gigante com cabines temáticas, labirintos de ficção e escape rooms inspirados em grandes autores”, explicou Tatiana.

A cerimônia de abertura do título apostou na integração entre tecnologia e tradição. Um dos momentos mais marcantes foi a exibição de citações literárias projetadas em uma página digital, com o uso de inteligência artificial para simular falas de escritores consagrados como Machado de Assis, Luiz de Camões, Monteiro Lobato, Ziraldo, Maurício de Sousa e Chico Buarque. A inovação trouxe uma conexão simbólica entre o passado literário e o futuro digital.

Além das grandes celebrações, a prefeitura do Rio anunciou iniciativas que visam democratizar o acesso à leitura. Estão previstos projetos em estações de transporte público, unidades de saúde e espaços comunitários, reforçando o compromisso com a inclusão cultural em todas as regiões da cidade.

O reconhecimento como Capital Mundial do Livro reafirma a importância do Rio de Janeiro como centro cultural e literário do Brasil. Com espaços históricos como a Biblioteca Nacional e a Academia Brasileira de Letras, a cidade já possui um legado consolidado no cenário das letras, que será ainda mais fortalecido ao longo deste ano de celebrações.

A expectativa é que o título não apenas impulsione o mercado editorial e turístico, mas também deixe um legado duradouro de incentivo à leitura e valorização da cultura entre os cariocas. Até 2026, o Rio será vitrine mundial da literatura, reunindo autores, leitores e amantes dos livros em uma programação diversificada que promete marcar a história da cidade.

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