Rio e Niterói vão integrar dados para combater crimes na Ponte e na divisa

As prefeituras do Rio de Janeiro e de Niterói fecharam uma parceria para integrar os sistemas de tecnologia e segurança pública das duas cidades. A partir da troca de informações em tempo real, o objetivo é cercar criminosos que usam a Ponte Rio-Niterói e outras vias de acesso para cometer roubos e fugir entre os municípios.

Quem mora ou trabalha cruzando a Baía de Guanabara sabe bem o drama da insegurança. Roubos de veículos e cargas na Ponte e nas saídas do Trevo das Neves ou da Linha Vermelha costumam deixar o trânsito parado e a população com medo. Com a integração dos dados de monitoramento, as forças de segurança esperam identificar carros roubados e suspeitos antes que eles consigam escapar para o município vizinho.

Como vai funcionar a integração de segurança entre o Rio e Niterói

A iniciativa vai conectar as centrais de inteligência e o monitoramento por câmeras das duas prefeituras. O sistema CIVITAS, utilizado no Rio de Janeiro para mapeamento e prevenção de ocorrências, passa a dialogar diretamente com a estrutura de cerco eletrônico já existente em Niterói. Isso permite rastrear a rota de veículos suspeitos em tempo real.

Na prática, quando um carro roubado em Niterói passar pelos leitores de placa em direção à Ponte, o Centro de Operações do Rio de Janeiro recebe o alerta instantaneamente. Da mesma forma, se a fuga acontecer no sentido contrário, as equipes de Niterói serão avisadas antes mesmo do veículo chegar ao outro lado da Baía.

O que muda para quem viaja diariamente entre as duas cidades?

Para o morador que pega ônibus ou dirige diariamente entre o Rio e a Região Metropolitana, a expectativa é de maior agilidade na resposta policial em caso de crimes na pista. A fiscalização em pontos estratégicos de travessia ganha o apoio de leitura de placas e cruzamento de dados sem a barreira burocrática da divisa municipal.

Além do cerco a roubos de carros, o compartilhamento de informações ajuda na logística de trânsito em dias de acidentes graves ou grandes operações na Ponte Rio-Niterói. As centrais operacionais poderão coordenar desvios e avisos à população de forma unificada.

Quais órgãos participam do compartilhamento de dados?

O acordo envolve as estruturas municipais de segurança, centros de comando e guarda de ambas as cidades, trabalhando em conjunto com as diretrizes das polícias Militar e Civil do Estado do Rio de Janeiro. As prefeituras informaram que o envio das informações de tráfego e ocorrências será automático entre as centrais de controle.

Com a tecnologia funcionando de ponta a ponta, a meta é reduzir os índices de roubo de carga e de veículos, além de ajudar a interceptar criminosos que tentam se esconder em bairros da divisa. A população pode continuar acionando o atendimento de emergência pelo número 190 da Polícia Militar ou pelos canais de atendimento das guardas municipais de cada cidade.

Limpatech