O Reviver Centro terá regras rígidas para obras e proteção ao patrimônio histórico após a publicação, nesta quarta-feira, do decreto do prefeito Eduardo Paes que estabelece as normas para novas construções no conjunto de casarões do Largo de São Francisco, entre a Rua do Teatro e a Sete de Setembro. A atualização era aguardada por técnicos e especialistas desde o início do programa, já que a recuperação do Centro depende do uso efetivo dos imóveis e dos terrenos remanescentes.
A medida atualiza o Projeto de Alinhamento (PAA) e o Projeto de Parcelamento e Loteamento (PAL), liberando oficialmente a possibilidade de construir no entorno dos casarões. Segundo a prefeitura, esse passo é essencial para atrair investidores e viabilizar a reocupação de um dos trechos mais simbólicos da região central, marcado por imóveis ociosos e pela necessidade de novas atividades econômicas.
O decreto estabelece parâmetros rigorosos. As fachadas das futuras edificações deverão manter coerência com a estética arquitetônica do conjunto histórico, respeitando proporções, ritmo e elementos tradicionais, como vãos verticais, sacadas, frisos, varandas e platibandas. A escolha dos materiais também segue regras específicas: ficam proibidas superfícies espelhadas ou acabamentos que contrastem com o patrimônio tombado. A orientação é preservar a harmonia de cores e evitar interferências visuais que comprometam o cenário arquitetônico do Largo de São Francisco.
Para a prefeitura, a iniciativa não se resume à construção de novos prédios, mas à recuperação da identidade e da memória urbana. O conceito do Reviver Centro Patrimônio busca combinar preservação histórica com uso contemporâneo dos espaços, garantindo vitalidade social e econômica sem descaracterizar o conjunto arquitetônico original.
O decreto foi assinado pelo prefeito Eduardo Paes com apoio técnico de especialistas, incluindo o urbanista Fábio Martins. A publicação marca o início concreto da fase de implantação das diretrizes e, com elas definidas, o município aposta em atrair investidores e acelerar a transformação do Largo de São Francisco, considerado um ponto-chave para a revitalização do Centro do Rio.
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