Quadrilha de Luxo no Rio: Criminosos Invadiam Casas, Roubavam Joias e Exigiam Pix de até R$ 100 Mil
A Polícia Civil do Rio de Janeiro desarticulou uma perigosa quadrilha especializada em invadir residências de alto padrão na Zona Sul da capital. O grupo, que agia com requintes de planejamento, utilizava as redes sociais para selecionar suas vítimas e monitorava os imóveis detalhadamente antes de executar os assaltos.
Durante as invasões, os criminosos focavam em joias e relógios, mas também obrigavam os moradores a realizar transferências via Pix, com valores que podiam chegar a R$ 100 mil. A investigação revelou que a quadrilha se dividia em grupos com funções específicas, garantindo a eficiência e a complexidade das ações criminosas.
Conforme informação divulgada pela Polícia Civil, em um dos casos investigados, uma vítima foi submetida a violência e forçada a transferir mais de R$ 100 mil. A polícia estima que apenas com o roubo de joias, a quadrilha tenha lucrado mais de R$ 200 mil. Seis pessoas foram presas na operação, que contou com o apoio do sistema de câmeras da Prefeitura do Rio para identificar os suspeitos.
Estrutura Sofisticada e Comando de Dentro da Prisão
A quadrilha operava com uma estrutura dividida em quatro grupos: os “batedores”, responsáveis pelo reconhecimento dos locais; os motoristas, que garantiam o transporte; os “puladores”, encarregados de invadir as residências; e os “homens do Pix”, que coagiam as vítimas durante os assaltos.
A investigação, iniciada em fevereiro, aponta Márcio de Oliveira Lourenço, conhecido como Bebel, como o chefe do grupo. Preso no Complexo de Gericinó, Bebel utilizava um celular para identificar potenciais vítimas através das redes sociais. Ele repassava as informações aos comparsas e, segundo os investigadores, acompanhava os assaltos por videochamada.
Modus Operandi e Captura dos Criminosos
O grupo realizava um levantamento detalhado dos endereços antes de cada invasão, analisando ruas, câmeras de segurança, policiamento e acessos às casas. Câmeras de segurança registraram as ações, mostrando homens com rostos cobertos invadindo imóveis pela janela e carregando objetos de valor.
Em São Conrado, vítimas foram mantidas reféns por cerca de três horas e obrigadas a transferir R$ 30 mil. A análise das câmeras da Prefeitura do Rio, através da Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (Civitas), foi crucial para identificar veículos usados pelo grupo e reconstruir seus deslocamentos.
Investigação e Prisões
Os veículos investigados foram vistos com frequência em áreas como Lagoa, Gávea, Rio Comprido e Tijuca, com maior movimentação registrada durante a madrugada, entre meia-noite e 5h. As segundas-feiras concentravam o maior número de ocorrências.
Na ação mais recente, os agentes cumpriram mandados de prisão no Andaraí, Água Santa e no Morro do 18, na Zona Norte. Um dos alvos, Victor Santana dos Reis, morreu durante a operação. Outras duas pessoas foram presas. Mário de Oliveira Lourenço, o Bebel, foi transferido para a Penitenciária Laercio da Costa Pellegrino, em Bangu 1, onde permanece isolado. A Polícia Penal informou que um pedido para sua transferência para uma unidade federal está em andamento.














