A atuação de uma Quadrilha de falso encontro no Rio chamou a atenção das autoridades após uma série de assaltos contra vítimas atraídas por aplicativos de relacionamento. Um suspeito foi preso nesta quinta-feira (19), enquanto outros dois continuam foragidos.
Segundo a polícia, os criminosos criavam perfis falsos nas plataformas e marcavam encontros, geralmente durante a madrugada. Ao chegarem ao local combinado, as vítimas eram surpreendidas por homens armados.
Os encontros eram marcados com frequência na Rua Apolônia Pinto, no bairro do Tanque, em Jacarepaguá, na Zona Oeste. No ponto escolhido, os assaltos aconteciam de forma rápida e direta.
Uma das vítimas relatou que o contato começou por aplicativo e que, durante as conversas, nada indicava que se tratava de um golpe. Outro homem afirmou que não desconfiou da abordagem até chegar ao local combinado.
Imagens de câmeras de segurança mostram a dinâmica dos crimes. Em um dos registros, um homem chega e aguarda mexendo no celular. Pouco depois, uma motocicleta com dois suspeitos se aproxima. O garupa, armado, anuncia o assalto, leva o celular e exige a senha da vítima.
Cerca de duas horas depois, outra vítima chega ao mesmo endereço e é cercada pelos criminosos. O homem tenta fugir, mas é ameaçado com uma arma e tem seus pertences levados.
Dois dias depois, um novo caso foi registrado pelas câmeras. Antes das 7h, um homem foi abordado na rua e teve o celular roubado em menos de 30 segundos.
A investigação identificou dois suspeitos que atuavam na motocicleta: Nathan da Silva Ramos e Jackson da Costa Silva, apontados como responsáveis por diversos roubos na região.
Jackson foi preso na Taquara, também na Zona Oeste. Na casa dele, os policiais apreenderam a motocicleta que, segundo a polícia, foi usada em pelo menos dois crimes.
Nathan da Silva Ramos e Fabrício Dantas Fidelis da Silva, apontado como integrante do grupo, seguem foragidos.
O caso continua sendo investigado, e a polícia reforça o alerta para que usuários de aplicativos de relacionamento tenham cautela ao marcar encontros com desconhecidos, principalmente em locais isolados e horários de menor movimento — um tipo de crime que vem crescendo e exige cada vez mais atenção.














