Psiquiatra Lilliane Leal de Moraes Couto vive reviravolta ao ser diagnosticada com câncer de mama aos 45 anos.
A psiquiatra Lilliane Leal de Moraes Couto, de 45 anos, que dedicou 12 anos de sua carreira a apoiar pacientes em momentos de fragilidade, agora se encontra no centro de sua própria batalha contra o câncer de mama. A especialista em cuidados paliativos precisou inverter seus papéis, passando de cuidadora a ser cuidada em um processo rápido e impactante.
Em um intervalo de apenas 15 dias entre os primeiros sintomas e o diagnóstico, Lilliane precisou confrontar a própria vulnerabilidade. O câncer de mama em estágio 2, descoberto em 17 de agosto, mudou drasticamente a perspectiva de vida da médica, que agora foca em viver o presente.
A história de Lilliane, conforme divulgado pela fonte, ressalta a importância do autoconhecimento corporal e da detecção precoce, mesmo para quem não possui histórico familiar da doença. A médica compartilha sua experiência para inspirar outras mulheres a priorizarem sua saúde e bem-estar.
A Descoberta Inesperada do Câncer de Mama
Tudo começou em 2 de agosto, quando Lilliane realizou um autoexame de rotina e sentiu um nódulo em sua mama. A suspeita a levou a marcar uma ultrassonografia para o dia 10, cujas imagens levantaram preocupações sobre a seriedade da situação. A apreensão aumentou com a biópsia realizada em 12 de agosto, antecipando um resultado que confirmaria o diagnóstico.
A confirmação veio em 17 de agosto: câncer de mama em estágio 2. “Em 15 dias, vi minha vida mudar de lado”, relata Lilliane, descrevendo a mistura de susto, medo e surpresa diante do diagnóstico, especialmente por não haver histórico da doença em sua família.
A Importância do Autoconhecimento e Prevenção
Natália Polidorio, mastologista do Hospital Brasília, reforça que a maioria dos casos de câncer de mama ocorre em mulheres sem histórico familiar. “Por isso, conhecer o próprio corpo e perceber mudanças nas mamas continua sendo fundamental”, explica a médica.
Alterações como o aparecimento de um nódulo novo, mudanças na pele ou formato da mama, retração do mamilo, saída espontânea de secreção ou qualquer alteração persistente devem ser avaliadas por um médico. A especialista enfatiza que isso não significa viver em alerta constante, mas sim evitar negligenciar quaisquer sinais.
O Desafio de Ser Paciente e a Espera pelo Tratamento
Para Lilliane, que sempre esteve habituada a tomar decisões e buscar respostas, o período de espera por exames e o próprio pós-operatório representam um grande desafio. “Talvez o maior desafio tenha sido aprender a ter paciência para ser paciente”, confessa.
Sua formação como psiquiatra e psicoterapeuta a auxilia a lidar com a ansiedade e a focar no presente, confiando nas decisões dos profissionais de saúde. “Aprendi que cada etapa é um processo e que não devo viver todas elas ao mesmo tempo. Preciso viver o que está diante de mim agora”, afirma.
Tratamento Personalizado e Próximos Passos
O tratamento do câncer de mama é cada vez mais individualizado, como explica Natália Polidorio. “O tratamento do câncer de mama é personalizado e pode iniciar por cirurgia ou quimioterapia. A conduta final depende da análise da biologia do tumor, seu tamanho e acometimento dos linfonodos”, esclarece.
Lilliane aguarda o resultado de um exame chamado oncotype, realizado nos Estados Unidos, que auxiliará na definição da melhor terapia, seja quimioterapia combinada com radioterapia ou apenas radioterapia. “Não temos como prever tudo, mas podemos escolher como viver cada etapa. No fim, não se trata apenas de atravessar o câncer. Trata-se também de continuar vivendo”, conclui a psiquiatra.













