Candidato a deputado estadual afirma que deixou a Rede após receber expectativa de apoio financeiro e agora questiona distribuição do FEFC
O ator e candidato a deputado estadual André Salvador (PSB-RJ) afirma ter sido ludibriado nas negociações que o levaram a deixar a Rede Sustentabilidade e ingressar no PSB.
Segundo Salvador, antes da mudança partidária, ele ocupava posições de direção na Rede, incluindo funções nas estruturas nacional, estadual e municipal em Niterói.
Ele afirma que decidiu abandonar essas posições após conversas com dirigentes do PSB nas quais teria recebido a expectativa de apoio político e financeiro para sua candidatura.
Segundo o candidato, esse compromisso foi determinante para sua mudança de legenda.
TRAJETÓRIA E HISTÓRICO ELEITORAL
André Salvador possui trajetória profissional como ator e afirma ter colocado sua imagem e sua experiência pública à disposição do projeto eleitoral do PSB.
Em 2022, quando disputou uma vaga de deputado estadual, recebeu aproximadamente R$ 284 mil em recursos de campanha e obteve 646 votos.
Agora, segundo ele, a estrutura financeira disponibilizada pelo partido estaria muito abaixo da expectativa criada durante as negociações para sua entrada na legenda.
NOVA DIREÇÃO DO PSB-RJ
O episódio ocorre após a mudança na direção do PSB do Rio de Janeiro, atualmente comandado por Comte Bittencourt.
A nova configuração interna teria provocado uma redefinição das prioridades eleitorais do partido.
Candidatos que não integram o grupo considerado prioritário afirmam estar sendo preteridos na distribuição de estrutura e recursos.A
DISPUTA PELO FEFC
O principal foco da insatisfação é o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), composto por recursos públicos.
Candidatos questionam as diferenças entre os valores destinados às diversas candidaturas e querem saber quais critérios estão sendo utilizados para definir quem recebe mais ou menos.
O PSB possui critérios oficiais de distribuição apresentados à Justiça Eleitoral.
Por isso, a questão central não é simplesmente um candidato receber mais que outro.
A pergunta é:
OS CRITÉRIOS ESTÃO SENDO APLICADOS DE FORMA IGUAL A TODOS OS CANDIDATOS?
Caso candidatos em condições semelhantes estejam recebendo valores significativamente diferentes sem justificativa compatível com os critérios oficiais, a situação poderá gerar questionamentos perante a Justiça Eleitoral.
POSSÍVEL JUDICIALIZAÇÃO
André Salvador afirma que poderá recorrer à Justiça caso consiga demonstrar eventual descumprimento dos critérios de distribuição ou dos compromissos assumidos durante sua transferência para o PSB.
O candidato também avalia discutir posteriormente eventuais prejuízos que, segundo ele, decorreram da quebra do compromisso político.
A inexistência, até o momento, de documento que registre diretamente a promessa financeira torna sua comprovação mais complexa. Por isso, eventual medida judicial deverá considerar também testemunhas, documentos partidários, critérios oficiais do FEFC, valores efetivamente repassados e registros da campanha.
A PERGUNTA QUE FICA
Com a campanha em andamento, os dados da Justiça Eleitoral permitirão verificar quanto cada candidatura recebeu, quando recebeu e de qual órgão partidário vieram os recursos.
Para André Salvador, a questão ultrapassa uma disputa individual.
É uma discussão sobre transparência, igualdade de tratamento entre candidatos e utilização de recursos públicos dentro das estruturas partidárias.
A direção do PSB deverá ser ouvida sobre os critérios adotados, os valores destinados às candidaturas e a eventual existência de compromissos financeiros assumidos durante a formação da chapa.
Até que os documentos oficiais permitam uma conclusão, as acusações permanecem como alegações apresentadas pelo candidato.














