Um protesto de motociclistas em Copacabana reuniu homens e mulheres na manhã deste sábado (16) para cobrar justiça e reforçar o combate ao feminicídio. O grupo saiu da Praça da Bandeira, na Zona Norte, e seguiu até a orla da Zona Sul, passando pelo Centro e pelo Aterro do Flamengo.
A manifestação ocorreu dois dias após o assassinato de Paloma Batista de Oliveira, de 29 anos, em Nilópolis, na Baixada Fluminense. Durante o trajeto, os participantes realizaram um buzinaço, distribuíram panfletos com informações sobre canais de denúncia, como o Disque 180, e exibiram cartazes com mensagens de conscientização.
Na chegada a Copacabana, a bicampeã de jiu-jitsu Alessandra Mathias conduziu uma demonstração aberta de defesa pessoal. A Polícia Militar e a Guarda Municipal acompanharam o ato, garantindo a segurança e organizando o trânsito.
Segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP), 22 mulheres são vítimas de violência por dia no estado do Rio de Janeiro. Em 2024, foram registrados 107 casos de feminicídio, 8% a mais que no ano anterior, além de 370 tentativas — o maior número da série histórica. Paloma, que deixou três filhos pequenos, será sepultada neste sábado em Nilópolis, enquanto o principal suspeito, seu ex-namorado, segue foragido.














