Professor preso por estupro de vulnerável filmava alunas e sugeria “brincadeiras” no Rio

Professor preso por estupro de vulnerável

O caso envolvendo um professor preso por estupro de vulnerável chocou responsáveis e moradores do Rio de Janeiro neste fim de semana. O suspeito, identificado como Guilherme Henrique Terra Abrantes, foi detido após denúncias de abuso contra alunas de oito anos em uma escola particular localizada em Barros Filho, na Zona Norte da cidade.

De acordo com relatos das famílias, o professor utilizava atividades supostamente recreativas para se aproximar das crianças e cometer os abusos. A denúncia inicial aponta que ao menos quatro alunas teriam sido vítimas das ações do educador, que foi preso em flagrante após diligências da Polícia Civil.

As suspeitas começaram a surgir quando algumas crianças passaram a demonstrar desconforto ao falar sobre as aulas. Em casa, ao serem questionadas, elas relataram comportamentos inadequados do professor, o que levou os responsáveis a procurarem a escola e, posteriormente, a delegacia.

— A princípio, minha filha disse que tinha sido tudo normal na escola. Mas quando insisti, ela contou: “na hora de brincar, fui abraçar o tio e ele apertou a minha bunda um pouco forte” — compartilha uma das mães.

Segundo os depoimentos, o professor separava meninos e meninas durante as atividades e pedia que as alunas realizassem posições corporais, como exercícios de alongamento e posturas de ioga. Em algumas situações, ele teria utilizado o celular para filmar as crianças durante essas práticas.

— Disse que o professor pediu para fazerem uma “ponte” e pegou o telefone para filmá-las na posição em que estavam — relata a responsável, ao destacar o momento em que a filha revelou o ocorrido.

Outro relato reforça a gravidade das acusações e detalha o momento em que o abuso físico teria ocorrido dentro da sala de aula.

— Ela pediu pra conversar só comigo quando cheguei em casa. Começou a chorar e disse que o professor colocou a mão dentro do short dela e encostou em suas partes íntimas — conta uma familiar.

A partir dessas denúncias, outras famílias passaram a relatar situações semelhantes, indicando um possível padrão de comportamento. Segundo os responsáveis, os relatos das crianças apresentavam semelhanças, o que reforçou a decisão de formalizar as denúncias junto às autoridades.

— Duas colegas relataram exatamente a mesma coisa. Não tinha como ser invenção, os relatos são claros — afirma uma das responsáveis.

O caso foi registrado na 39ª DP (Pavuna), e após investigações iniciais, agentes da Polícia Civil localizaram e prenderam o suspeito em sua residência, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Ele foi autuado em flagrante e permanece à disposição da Justiça.

Diante da repercussão, a escola convocou uma reunião com os responsáveis e informou que o professor foi demitido por justa causa. A instituição também afirmou que está oferecendo suporte psicológico às alunas envolvidas e colaborando com as investigações.

— As meninas estão abaladas, mas tiveram clareza ao contar. É uma indignação enorme, principalmente por acontecer dentro de uma sala de aula — lamenta uma mãe.

O caso segue em apuração.

Limpatech