O professor da UFRJ desaparecido João Paulo Machado Torres, de 60 anos, foi encontrado vivo no fim da tarde desta sexta-feira (1º), na comunidade da Mangueira, na Zona Norte do Rio de Janeiro, após horas de angústia vividas por familiares, amigos e alunos.
De acordo com a família, o docente foi localizado por volta das 17h30 pelo filho, pela esposa e por um aluno. Logo após o encontro, ele foi encaminhado para atendimento médico. As circunstâncias exatas de como ele chegou ao local ainda não foram detalhadas.
Segundo o jornalista Marcos Torres, filho do professor, João Paulo estava em surto no momento em que foi encontrado. A família, no entanto, optou por não divulgar mais informações sobre o estado de saúde ou os detalhes do ocorrido.
O desaparecimento havia sido registrado após o professor deixar o campus da Cidade Universitária, na Ilha do Fundão, onde trabalha. O último contato com familiares aconteceu por volta das 12h30 de quinta-feira (30).
Relatos indicam que ele seguia o trajeto habitual em direção ao bairro do Encantado, na Zona Norte, onde mora. Testemunhas afirmaram que o professor foi visto na estação Cidade Nova por volta das 13h30.
O último sinal do celular foi registrado nas proximidades da Central do Brasil, por volta das 14h. A partir desse momento, ele deixou de responder ligações e mensagens, o que gerou preocupação imediata entre os familiares.
O caso foi registrado na Delegacia de Descoberta de Paradeiros, que chegou a divulgar um cartaz informando o desaparecimento e solicitando ajuda da população para localizá-lo.
João Paulo Machado Torres é professor de biofísica da Universidade Federal do Rio de Janeiro desde a década de 1980. Formado em ciências biológicas e ecologia pela própria instituição, ele também possui mestrado e doutorado em biofísica.
Ao longo da carreira acadêmica, desenvolveu pesquisas voltadas para biofísica ambiental, com foco em temas como poluição, substâncias químicas tóxicas e contaminação ambiental.
O caso teve desfecho positivo, mas levanta questionamentos sobre o que pode ter ocorrido nas horas em que o professor permaneceu desaparecido, deixando familiares e a comunidade acadêmica em alerta.














