A prisão do ex-presidente do Rioprevidência foi mantida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em decisão relacionada à investigação envolvendo operações financeiras com o Banco Master. O caso segue em andamento e levanta questionamentos sobre a gestão de recursos públicos.
O ex-dirigente, Deivis Marcon Antunes, é investigado por suspeitas de irregularidades em investimentos que podem chegar a cerca de R$ 970 milhões. As apurações envolvem possível gestão temerária e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
A decisão que manteve a prisão preventiva foi tomada pelo ministro Carlos Pires Brandão, que rejeitou o pedido da defesa para revogação da medida. O caso ainda pode ser analisado por outros integrantes do tribunal.
Ao justificar a decisão, o ministro apontou a existência de indícios considerados suficientes sobre a possível prática dos crimes, além de risco de interferência nas investigações.
Entre os elementos citados estão movimentações consideradas atípicas e ações que poderiam indicar tentativa de dificultar a coleta de provas. Segundo a análise, houve episódios como retirada de objetos antes de operações policiais, além de reorganização patrimonial envolvendo bens de alto valor.
Também foram mencionadas alterações em registros e possíveis apagamentos de imagens de câmeras de segurança em locais ligados ao investigado, o que reforçou a preocupação com eventual obstrução.
As investigações têm como base auditorias que apontam falhas na condução dos investimentos do fundo estadual. Entre os problemas identificados estão ausência de estudos técnicos para decisões financeiras, concentração elevada de recursos e mudanças em normas internas.
Outro ponto destacado é o uso de intermediários sem justificativa formal, o que levanta dúvidas sobre a transparência das operações.
O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) já havia determinado a suspensão de novos investimentos relacionados ao banco investigado.
A defesa de Deivis Marcon Antunes afirma que a prisão se baseia em suposições e nega qualquer tentativa de interferência nas investigações.
Os advogados também alegam que o ex-presidente colaborou com as autoridades, fornecendo informações e se colocando à disposição para esclarecimentos.
Apesar disso, o pedido para substituição da prisão por medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e retenção de passaporte, foi negado.
O caso segue sob análise da Justiça e pode ter novos desdobramentos à medida que as investigações avançam, mantendo atenção sobre a condução dos recursos públicos e possíveis responsabilidades envolvidas.














