A pressão no Flamengo antes da Recopa aumentou nos bastidores do clube após uma reunião realizada no último sábado (21), no Ninho do Urubu. O presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, esteve com a comissão técnica, o diretor de futebol José Boto e o elenco para cobrar melhores resultados neste início de temporada.
O encontro teve tom firme. Internamente, a diretoria entende que houve alto investimento para manter a base do time e reforçar o elenco, incluindo a contratação do meia Lucas Paquetá, em negociação que girou em torno de R$ 260 milhões.
O desempenho recente, porém, gerou insatisfação. O Flamengo perdeu a Supercopa do Brasil para o Corinthians, teve dificuldades no Campeonato Carioca e foi derrotado por 1 a 0 pelo Lanús no jogo de ida da Recopa Sul-Americana.
Reuniões entre Bap, José Boto e o técnico Filipe Luís já fazem parte da rotina administrativa do clube. No entanto, conversas diretas do presidente com o elenco são menos frequentes e costumam ocorrer em momentos considerados decisivos.
Nos bastidores, há relatos de incômodo de jogadores com decisões da comissão técnica e também queixas relacionadas à comunicação com a direção de futebol. O ambiente, segundo pessoas próximas ao clube, já não é o mesmo do início da temporada.
A tensão ficou evidente no Maracanã, durante o primeiro tempo da semifinal do Carioca contra o Madureira. Após atuação abaixo do esperado e empate sem gols na etapa inicial, o time foi vaiado pela torcida. No segundo tempo, o Rubro-Negro reagiu, marcou três vezes e encaminhou a classificação para a final.
Agora, o foco se volta totalmente para a decisão continental. O Flamengo enfrenta o Lanús na próxima quinta-feira (26), às 21h30, no Maracanã. Para levantar o troféu da Recopa, o time precisa vencer por dois gols de diferença. Caso devolva o placar mínimo, a disputa será definida nos pênaltis.
Em meio ao investimento elevado e à cobrança crescente, o confronto ganhou peso ainda maior — e o resultado pode definir o rumo do ambiente interno nas próximas semanas.














