Bolsa Família sobe para R$ 691 em outubro para famílias do Rio

O valor médio pago aos beneficiários do Bolsa Família vai subir de R$ 600 para R$ 691 a partir do dia 19 de outubro. O reajuste de 15% foi confirmado pelo governo federal e está garantido dentro do Orçamento.

Reajuste de 15% no Bolsa Família está dentro do Orçamento, garante governo

O anúncio do aumento gerou dúvidas sobre a origem dos recursos, mas o Ministério da Fazenda garantiu que a medida cumpre todas as regras fiscais do país. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo não usou créditos extraordinários nem recursos fora da lei orçamentária para bancar a mudança.

Segundo a equipe econômica, a alteração foi feita de forma planejada e sem estourar o teto de gastos. A medida terá um impacto financeiro estimado em R$ 5,8 bilhões em 2026 e deve chegar a R$ 22 bilhões no ano seguinte, garantindo a continuidade do pagamento ampliado para os milhões de beneficiários espalhados por todo o país.

Quanto passa a receber e quando começa o pagamento?

Com o reajuste aprovado, a parcela mínima cobrada como referência média pelo programa salta de R$ 600 para R$ 691. Os primeiros pagamentos com a quantia atualizada caem na conta no dia 19 de outubro, seguindo o calendário tradicional do programa, que leva em conta o número final do NIS (Número de Identificação Social) de cada responsável familiar.

Para quem já recebe o benefício do Governo Federal, a migração para o novo valor é automática. Não é necessário fazer novo cadastro nem ir até uma agência da Caixa Econômica Federal para solicitar o aumento. O dinheiro entrará direto na conta poupança social digital no aplicativo Caixa Tem, como já acontece todos os meses.

De onde vem o dinheiro para pagar o aumento?

O Ministério do Planejamento e Orçamento explicou que a liberação da verba não exigiu a criação de novos impostos nem o aumento de gastos públicos gerais. O valor virá do remanejamento de verbas dentro do próprio Orçamento da União, que foi possível graças a uma revisão nas contas da Previdência Social.

O secretário do Ministério do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, explicou que a revisão na projeção das despesas previdenciárias gerou uma folga nas contas públicas. Essa economia no setor de aposentadorias permitiu redirecionar a verba necessária diretamente para o Bolsa Família, mantendo as contas da União equilibradas e dentro das normas legais.

O que muda para quem mora no Rio e na Baixada Fluminense?

Nos municípios do Estado do Rio de Janeiro e nas cidades da Baixada Fluminense, como Nova Iguaçu, Duque de Caxias, São João de Meriti e Belford Roxo, o impacto do aumento promete dar um alívio direto no orçamento doméstico. Com a cesta básica pesando no bolso dos trabalhadores de baixa renda, os R$ 91 a mais ajudam a fechar as contas do mês na feira e no mercado de bairro.

Além do valor principal, seguem mantidos os adicionais pagos às famílias com crianças e gestantes. O programa garante R$ 150 extras para cada criança de zero a seis anos de idade, além de um adicional de R$ 50 para gestantes, lactantes e jovens de sete a 18 anos incompletos. Com isso, muitas famílias da região metropolitana receberão valores totais acima da média diária estabelecida.

Como consultar o benefício e tirar dúvidas

Quem deseja conferir as datas exatas de depósito ou checar o valor correto que irá receber a partir de 19 de outubro conta com canais oficiais e gratuitos para consulta rápida pelo celular ou telefone:

  • Aplicativo Bolsa Família: disponível gratuitamente para celulares Android e iPhone. Permite checar extrato e parcelas.
  • Aplicativo Caixa Tem: canal para movimentar o dinheiro, pagar contas, fazer PIX e consultar saldos.
  • Telefone 121: central de atendimento do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), com ligação gratuita.
  • Telefone 111: Atendimento ao Cidadão da Caixa Econômica Federal para informações sobre depósitos.

Quem tem direito e como se manter no programa

Para ter direito ao Bolsa Família, a principal regra é que a renda de cada pessoa da família seja de, no máximo, R$ 218 por mês. Para calcular, basta somar todo o dinheiro que os moradores da casa ganham no mês e dividir pelo total de pessoas que vivem na residência.

Além da limitação de renda, as famílias cadastradas precisam cumprir compromissos nas áreas de saúde e educação para não perder o benefício. É obrigatório manter as crianças e adolescentes na escola com frequência escolar mínima, realizar o acompanhamento pré-natal no caso de gestantes e manter atualizada a carteira de vacinação de todos os filhos menores de idade.

Caso precise atualizar os dados cadastrais da família, o responsável deve procurar o CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) mais próximo do seu bairro levando documento com foto, CPF, comprovante de residência e certidão de nascimento ou casamento dos demais dependentes.

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