Presidente e vice da Câmara de Araruama investigados por atentado contra empresário

Magno Dheco e Tiago Pinheiro

O presidente e vice da Câmara de Araruama, Magno Dheco (MDB) e Tiago Pinheiro (MDB), estão sendo investigados pelo Ministério Público e pela Polícia Civil por suposta participação em um atentado contra o empresário Max dos Medicamentos. Ambos permanecem nos cargos enquanto o inquérito pode resultar em prisão temporária.

As investigações ganharam força após o vazamento de depoimentos sigilosos por advogados ligados aos acusados. Um dos relatos mais impactantes veio do pai de Carlos Eduardo, conhecido como “Cadú”, preso por envolvimento no crime. Segundo ele, o filho revelou detalhes do atentado, apontando como autores Wallace Simão, Elizeu de Almeida Campina (“Zeu”) e Flávio Luiz Estevão. O crime teria sido encomendado por Tiago Pinheiro, pelo empresário e vereador Armando Polati (PRD), e por outro empresário influente da cidade.

Ainda de acordo com o depoente, o policial militar José Fernando Gonçalves de Faria Júnior, conhecido como “Gonçalves”, seria o elo entre os mandantes e os executores. A motivação do crime estaria relacionada a disputas em contratos públicos na área da saúde, já que Max vinha conquistando licitações importantes no município.

Magno Dheco também foi citado no inquérito por supostamente ter sediado uma reunião em sua propriedade para planejar o atentado, colocando-o no centro do esquema. Além disso, o grupo é suspeito de envolvimento em outras três mortes que teriam sido queima de arquivo: o agente escolar Flávio Luiz Esteves, morto em agosto de 2024; Zeu, em março de 2025; e Cláudio da Silva Cardoso Souza (“Confia”), assassinado em circunstâncias suspeitas.

Outro nome citado é o de “Bimba”, ex-funcionário do sítio de Magno Dheco e foragido com dois mandados de prisão por homicídio. Ele é apontado como peça-chave no grupo responsável pelas execuções.

Apesar da gravidade das acusações, nenhum dos parlamentares mencionados se pronunciou até o momento. A Câmara Municipal também não divulgou nota oficial sobre o caso, que corre sob sigilo judicial. A população acompanha de perto os desdobramentos de um dos episódios mais graves da política local.

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