Prefeitura do Rio escolhe banco para gerenciar R$ 3 bilhões do Jaé

Jaé

A Prefeitura do Rio de Janeiro iniciou o processo para escolher a instituição financeira que vai administrar a conta centralizadora do novo sistema de bilhetagem eletrônica da cidade, o Jaé. A medida busca garantir o controle público sobre cerca de R$ 3 bilhões arrecadados anualmente no transporte municipal.

A mudança marca uma transição histórica no sistema de mobilidade do município. Antes do Jaé, a arrecadação e a divisão do dinheiro das passagens eram feitas diretamente pelas concessionárias e pelas empresas de ônibus, por meio da Riocard. Agora, o poder público passa a receber a tarifa cobrada dos passageiros antes de transferir os valores devidos às viações.

Prefeitura assume o controle financeiro do transporte público

Com a escolha do novo banco, todo o dinheiro pago pelos passageiros por meio de cartões, QR Codes e Pix entrará primeiro em uma conta administrada pelo município. Apenas após a verificação dos quilômetros rodados e do cumprimento das metas de frota é que a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) fará o repasse para as empresas operadoras.

Essa centralização financeira é considerada o pilar principal do novo modelo de concessão do transporte no Rio. Segundo a administração municipal, o objetivo é evitar fraudes, garantir transparência na quantidade real de passageiros transportados e assegurar que o subsídio pago pelo município seja calculado com base em dados auditáveis e precisos.

O que muda na rotina de quem usa o bilhete no dia a dia?

Para o passageiro que pega ônibus, BRT, VLT ou van credenciada diariamente na capital, o funcionamento nos validadores permanece o mesmo. A diferença não está no ato de encostar o cartão na catraca, mas no destino final do dinheiro cobrado na tarifa.

Com o controle público dos recursos, a prefeitura afirma que terá maior poder de fiscalização sobre os serviços prestados. Caso uma linha deixe de circular ou opere com frota reduzida, o município pode reter pagamentos diretamente no sistema bancário, forçando as empresas a cumprirem os horários e itinerários determinados pela SMTR.

Como funciona o sistema de transição do Riocard para o Jaé

A implantação do Jaé segue ocorrendo de forma gradual nos meios de transporte municipal. O sistema já é aceito integralmente no BRT, no VLT e nas linhas de ônibus urbanos. O passageiro pode recarregar o saldo através do aplicativo oficial do Jaé ou nos pontos físicos espalhados pelos terminais e estações.

Confira onde o cartão Jaé já pode ser utilizado e como gerenciar o seu saldo:

  • Modais integrados: BRT, VLT, ônibus municipais (comuns e executivos) e vans regulamentadas.
  • Formas de pagamento no aplicativo: Pix, cartão de crédito e boleto bancário.
  • Atendimento presencial: Postos de atendimento instalados nos principais terminais do BRT, como Jardim Alvorada, Paulo da Portela, Recreio e Centro Olímpico.
  • Postos de troca e compra: Lojas físicas e máquinas de autoatendimento espalhadas pelas estações.

Quais são os canais de atendimento e onde tirar dúvidas

Os passageiros que encontrarem problemas com cobranças duplicadas, falhas no aplicativo ou falta de leitura nos validadores podem recorrer aos canais oficiais de atendimento do Jaé e da Prefeitura do Rio. É importante guardar o número do cartão para facilitar o suporte.

Para registrar reclamações sobre o funcionamento das linhas de ônibus ou problemas no pagamento, o passageiro deve utilizar os seguintes contatos oficiais:

  • Central de Atendimento da Prefeitura: Central 1746 (por telefone) ou pelo site e aplicativo 1746.rio.
  • Aplicativo Jaé: Disponível para download gratuito nas lojas digitais Android e iOS, com aba exclusiva para suporte ao usuário.
  • Site Oficial do Jaé: Acesso direto para consulta de saldo, bloqueio de cartão por perda ou roubo e atualização cadastral.
  • Atendimento ao Consumidor: Procon Carioca através do portal ou nas sedes regionais espalhadas pela cidade.

O que se espera para os próximos passos da bilhetagem

A contratação do banco oficial responsável por gerir a conta arrecadadora deve ser finalizada nos próximos meses, consolidando a gestão total do sistema pelas autoridades municipais. O edital prevê regras rígidas de prestação de contas, auditoria contínua e integração com os sistemas de fiscalização da própria prefeitura.

A expectativa do município é que, com a consolidação total da bilhetagem pública e a gestão direta das contas pelo banco selecionado, a prefeitura tenha dados exatos de demanda para planejar a ampliação de novas linhas de ônibus e o reforço da frota em horários de pico, cobrindo bairros da Zona Norte e da Zona Oeste que ainda sofrem com a falta de transporte regular.

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