A Prainha da Glória sem banheiro voltou ao centro das reclamações com a chegada do verão no Rio de Janeiro. Redescoberto após a despoluição da Baía de Guanabara, o espaço se tornou um dos pontos mais disputados da Zona Sul, reunindo moradores, turistas e praticantes de atividades físicas. Ainda assim, segue sem oferecer um serviço básico: um banheiro público em funcionamento.
A denúncia ganhou força após publicações do perfil Informe Gloriano, que passou a expor a situação nas redes sociais. O prédio que abriga o banheiro existe, está integrado ao posto de salvamento da prainha e já foi alvo de anúncios oficiais de obras e reabertura antes da alta temporada. O prazo passou, o calor aumentou e o equipamento continua fechado, sem explicação clara.
Nos comentários das publicações, o tom é de cansaço e indignação. Obra de 5 anos. Cansativo, resolver um problema simples, escreveu uma frequentadora. Outro comentário resume a frustração: Faz muita falta esse banheiro operacional. Moradores relatam que, mesmo com movimentação de trabalhadores no local, a estrutura segue inutilizada.
A cobrança cresce porque a prainha deixou de ser um espaço marginal para se tornar um dos cartões-postais mais procurados da região. Com água própria para banho, vista privilegiada e fluxo constante de pessoas, o local passou a receber famílias, idosos, mulheres sozinhas e crianças, o que torna a ausência do banheiro ainda mais grave.
Cadê os responsáveis?, questiona uma moradora. Outro frequentador ironiza o atraso acumulado: Vai ficar pronto para o verão… verão de 2035. Há também relatos objetivos que reforçam o problema: Passei hoje lá e o banheiro continua sem funcionamento. Disseram que nada podia ser usado porque não havia água, contou uma usuária.
A falta do equipamento não é apenas um detalhe administrativo. Ela impacta diretamente a permanência digna no espaço público e gera situações constrangedoras, principalmente para mulheres, idosos e crianças. Sem banheiro, as pessoas não terão onde fazer as necessidades, alertou o perfil responsável pela denúncia ao responder seguidores.
Enquanto o verão avança, seguem sem resposta perguntas básicas feitas por moradores e frequentadores: quem é o responsável direto pela liberação do banheiro da Prainha da Glória? Existe concessão definida? Qual é o prazo real para funcionamento? Até que essas respostas apareçam, a sensação predominante é a de descaso em um dos espaços públicos mais valorizados da cidade.














