Uma fiscalização conjunta fechou um posto de combustíveis em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio, após encontrar dispositivos eletrônicos suspeitos em quatro bombas de abastecimento. Os aparelhos escondidos podem ter lesado motoristas cobrando mais do que o volume real colocado no tanque.
A operação ocorreu em uma ação coordenada entre a Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon), Procon-RJ, Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Rio de Janeiro (Ipem-RJ), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e o Comando de Policiamento Ambiental (Cpam).
Fiscalização descobre chips eletrônicos em bombas na Zona Norte
Os fiscais vistoriaram o estabelecimento e identificaram equipamentos estranhos instalados diretamente nas bombas de números 1, 2, 3 e 4. Esses chips são usados para adulterar a medição original da bomba, fazendo o consumidor pagar por uma quantidade de gasolina ou etanol maior do que a que entra no carro.
Por conta do flagrante, o posto de combustível foi totalmente interditado pelas equipes do Estado. Além disso, as quatro bombas de combustível acabaram lacradas no local para evitar novos abastecimentos aos motoristas que passam pela região.
O que acontece com os equipamentos apreendidos?
Todos os dispositivos eletrônicos encontrados nas bombas foram recolhidos pelas autoridades. Eles vão passar por uma perícia técnica em laboratório especializado para confirmar se houve a adulteração no volume vendido ao público.
A análise da perícia também serve para abastecer o processo administrativo e criminal contra os responsáveis pelo posto. Se a fraude for comprovada nos laudos, os donos do estabelecimento podem responder por crimes contra as relações de consumo e contra a economia popular.
O que o motorista deve fazer se suspeitar de fraude no posto?
Quem desconfiar de irregularidades no combustível ou na medição da bomba no Estado do Rio de Janeiro pode fazer denúncias diretamente aos órgãos oficiais. Não é preciso se identificar na maioria dos canais de atendimento.
O consumidor pode acionar o Procon-RJ pelo telefone 151 ou pelo site oficial da autarquia. Também é possível registrar reclamações na ANP pelo telefone 0800 970 0267 ou junto ao Ipem-RJ, que é o responsável por verificar a precisão das bombas de combustível no estado.
Como identificar se você pagou por combustível a menos?
O motorista deve sempre acompanhar o ponteiro do painel e verificar a capacidade máxima do tanque informada no manual do veículo. Se o marcador indicar uma quantidade muito diferente da cobrada na bomba, há risco de adulteração na medição.
Outro direito garantido por lei é exigir o teste da proveta de 100 ml na hora do abastecimento para checar a porcentagem de etanol na gasolina. Caso o frentista se recuse a fazer o teste rápido ou o posto não apresente nota fiscal, o cliente deve formalizar a denúncia aos fiscais.















