A Justiça de São Paulo remarcou para o dia 8 de setembro, às 10h, o interrogatório do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos. Ele é acusado pelo feminicídio da esposa, a soldado Gisele Alves Santana.
O depoimento estava previsto para a última sexta-feira, mas acabou adiado a pedido da perita do caso, que solicitou mais tempo para concluir os laudos. A juíza Michelle Porto de Medeiros Cunha Carreiro concedeu prazo de cinco dias para o Instituto de Criminalística entregar o documento final.
Entenda a adiação do depoimento do réu
Por que a audiência do tenente-coronel foi adiada?
A defesa do oficial informou que a juntada do laudo complementar era fundamental para a realização do depoimento do réu. Diante disso, a 5ª Vara do Júri do Foro Central Criminal deu mais cinco dias para o Instituto de Criminalística apresentar a prova complementar. Com a mudança, o acusado continuará preso e será requisitado para comparecer na nova data definida pela magistrada.
Em que pé está a ação na Justiça?
O interrogatório de Geraldo é o último passo antes de encerrar a fase de instrução do processo. Ao longo de quatro dias de audiências, a Justiça já ouviu todas as testemunhas de acusação e defesa. Prestaram depoimento policiais militares, peritos, delegados, médicos do resgate, familiares da vítima e a filha de Gisele, de apenas 7 anos. Depois dessa etapa, a Justiça decide se manda o réu para julgamento popular no Tribunal do Júri.
Quais são as acusações contra o oficial da PM?
Geraldo Leite Rosa Neto responde pelos crimes de feminicídio qualificado e fraude processual. Atualmente, ele cumpre prisão preventiva no Presídio Militar Romão Gomes, localizado na Zona Norte de São Paulo. A defesa do réu sustenta que a vítima tirou a própria vida, mas a acusação do Ministério Público aponta uma versão diferente sobre a tragédia.
O que aponta a denúncia do Ministério Público?
A soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, morreu no dia 18 de fevereiro após levar um tiro na cabeça dentro do apartamento do casal, no bairro do Brás, no centro da capital paulista. De acordo com o Ministério Público, o tenente-coronel teria imobilizado a esposa por trás e disparado à queima-roupa. A promotoria afirma ainda que o oficial esperou cerca de 30 minutos para chamar o socorro e usou o tempo para alterar a cena do crime, tentando simular um suicídio. Os laudos apontaram marcas no pescoço da vítima e gotas de sangue na roupa do acusado.














