O Polo Sociocultural Sesc Paraty recebe, entre os dias 21 e 24 de maio, o Festival Arte da Palavra – Farpa, com uma programação gratuita que mistura literatura, música, performance e debates sobre identidade, oralidade, pertencimento e memória. O evento celebra a produção literária brasileira contemporânea e contará com autores e artistas de diversas regiões do país.
Segundo matéria publicada pelo jornal O Dia, o festival integra a programação do projeto nacional “Arte da Palavra – Rede Sesc de Leituras” e traz ao palco nomes como o quadrinista Anderson Shon, vencedor do 36º HQ Mix; a escritora e psicóloga Guarani Geni Nuñez, autora de Descolonizando afetos; e o rapper indígena MC Anarandá, da etnia Guarani Kaiowá.
A abertura oficial está marcada para quarta-feira (21), com a conferência “Sagrado não é quem escreve, sagrado é quem lê”, ministrada pelo poeta Sérgio Vaz, referência da literatura periférica brasileira. Ao longo dos dias seguintes, o festival contará com seis cafés literários, performances, saraus e exposições.
A programação abordará temas como o hip hop como ferramenta narrativa e de resistência, os caminhos da literatura juvenil e os cruzamentos entre literatura e artes visuais. Destaque para o Café Literário de quinta-feira (22), com Preto Michel e Rafa Rafuagi debatendo a força da cultura hip hop na construção de identidades, oralidades e ativismo.
No mesmo dia, Sonia Rosa e Marcos Guerra conduzem a mesa “Vozes, Conflitos e Descobertas”, voltada à literatura para jovens, e Flávio de Araújo apresenta a performance Identificação Poética das Criaturas Marinhas, que mistura poesia, ecologia e tradições pesqueiras da região de Paraty.
À noite, o público poderá conferir um sarau com participações de MC Anarandá, Natasha Felix, Luan Renato e Anderson Shon. Já o encerramento, no dia 24, será com a artista e performer Luiza Romão, conhecida por unir música, dança e teatro em apresentações potentes e poéticas.
A produção local também ganha espaço. O Coletivo UNA apresenta o espetáculo Tá tudo dentro da gente, que celebra matriarcas negras por meio da contação de histórias com videomapping. Já a exposição Filha Natural, de Aline Motta, fica em cartaz na galeria do Sesc Santa Rita, abordando ancestralidade e identidade por meio da história da tataravó da artista.
O Festival Arte da Palavra pretende ser mais do que um evento literário: é um espaço de escuta, troca e experimentação entre diferentes linguagens artísticas. A proposta é democratizar o acesso à cultura e à literatura em todas as suas formas, promovendo reflexões sobre pertencimento, memória e expressão cultural.














