Operação Policial Revela Esquema de Corrupção para Entrada de Drogas e Celulares em Presídios do RJ
A Polícia Civil e a Polícia Penal do Rio de Janeiro deflagraram, na manhã desta segunda-feira (3), uma operação conjunta com o objetivo de desarticular um esquema de corrupção voltado para a facilitação da entrada de drogas e celulares em presídios do estado.
A ação, que cumpriu quatro mandados de prisão e dez de busca e apreensão, mirou especificamente agentes públicos suspeitos de envolvimento na prática criminosa. As investigações apontam para uma quadrilha estruturada que abastecia detentos ligados a facções criminosas.
Um dos principais alvos da operação é o policial penal Wagner Jardim Dias, que foi preso em sua residência. Ele é apontado como o principal responsável por viabilizar a entrada de materiais ilícitos nas unidades prisionais fluminenses. Conforme informações divulgadas pelas autoridades, o esquema foi descoberto após um flagrante realizado em novembro do ano passado no Presídio Nelson Hungria, conhecido como Bangu 7.
Policial Penal é Preso Suspeito de Liderar Esquema
Wagner Jardim Dias foi detido em Pendotiba, na Região Oceânica do Rio. Segundo as investigações, ele teria um papel central na entrada de celulares e drogas nas cadeias. Dias já havia sido preso em novembro de 2025 durante as apurações e permaneceu detido até fevereiro deste ano, sendo solto e novamente capturado nesta operação.
A polícia ainda não divulgou a identidade dos outros três indivíduos presos durante a ação. A investigação detalhada envolveu análise de imagens de câmeras de segurança, cruzamento de dados, diligências em campo e análise financeira dos suspeitos.
Investigações Revelam Quadrilha Estruturada
O esquema criminoso funcionava com a participação de servidores penais que realizavam revistas superficiais durante a entrada de visitantes. Uma denúncia anônima foi crucial para que a ação fosse descoberta antes que os materiais chegassem aos presos. A partir desse flagrante, as autoridades aprofundaram as investigações.
As apurações indicam que os envolvidos formam uma quadrilha com divisão de funções, atuando de forma organizada para abastecer membros de facções encarcerados. Essa estrutura visa garantir o fluxo contínuo de itens proibidos dentro do sistema prisional.
Movimentação Financeira Suspeita de um dos Alvos
Um dos principais suspeitos de integrar o esquema movimentou mais de R$ 259 mil em transferências bancárias sem uma justificativa econômica compatível com sua renda. Esse dado financeiro reforçou as suspeitas da polícia sobre a participação do indivíduo no esquema de entrada de drogas e celulares em presídios.
A polícia busca contato com a defesa de Wagner Jardim Dias. O espaço para manifestação está aberto. A operação demonstra o compromisso das forças de segurança em combater a corrupção e a entrada de materiais ilícitos no sistema prisional do Rio de Janeiro.














