Um policial militar da ativa foi preso ao atuar como segurança de Adilsinho no RJ durante operação realizada na manhã desta quinta-feira (26), em Cabo Frio, na Região dos Lagos. O agente foi detido no mesmo imóvel onde estava o contraventor, alvo de mandados de prisão e investigações antigas.
Identificado como Diego D’Arribada Rebello de Lima, de 37 anos, o militar foi capturado ao lado de Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho. Segundo as autoridades, ele é suspeito de atuar como segurança particular do investigado.
A ação foi conduzida por agentes da Polícia Federal e da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, após levantamento de dados de inteligência no âmbito da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco-RJ).
O policial foi encaminhado à Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro para os procedimentos legais e, posteriormente, deverá ser transferido ao sistema prisional do estado.
Adilsinho, que estava foragido por força de mandado expedido pela Justiça Federal e também é procurado pela Justiça Estadual, é apontado como integrante da cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro e suspeito de envolvimento em homicídios. Ele também é investigado por atuar no comércio ilegal de cigarros, atividade ligada a organizações armadas com atuação transnacional.
A operação integra esforços para desarticular uma organização criminosa acusada de dominar territórios por meio de intimidação e violência, além de movimentar cifras milionárias no mercado ilegal.
Investigações apontam que a trajetória de Adilsinho no submundo do crime começou nos anos 2000, com envolvimento no desenvolvimento de softwares adulterados para máquinas de videobingo. Ao longo dos anos, ele teria ampliado sua influência no jogo ilegal e no comércio clandestino de cigarros.
Operações anteriores, como a Operação Furacão e a Operação Dedo de Deus, já haviam citado seu nome em investigações financeiras ligadas à contravenção.
A prisão do policial amplia o alcance das apurações e levanta questionamentos sobre possíveis conexões entre agentes públicos e organizações criminosas — um desdobramento que pode trazer novos capítulos nos próximos dias.














