Policial da Core foi morto por atirador escondido e à curta distância

José Antônio Lourenço Júnior

O policial da Core foi morto por atirador escondido e à curta distância, sem que houvesse confronto no momento da ação. José Antônio Lourenço Júnior, agente da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil, foi atingido por um único disparo na cabeça na manhã de segunda-feira (19), durante o início da Operação Gelo Podre, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Conforme as investigações, o disparo partiu de uma seteira — uma abertura feita em muros com o diâmetro justo para o cano de uma arma, geralmente construída em estruturas reforçadas para resistirem a tiros. O atirador estava posicionado atrás da barreira e agiu de forma isolada, sem troca de tiros no momento do ataque.

Lourenço liderava o avanço da equipe de elite para permitir o deslocamento seguro dos agentes das Delegacias do Consumidor (Decon) e do Meio Ambiente, além de técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). O grupo tinha como destino uma fábrica de gelo suspeita de irregularidades ambientais e sanitárias.

O principal suspeito de ser o autor do disparo é Ygor Freitas de Andrade, conhecido como “Matuê”, de 28 anos. O traficante é apontado como integrante da quadrilha que atua na comunidade e seria responsável por coordenar pontos de vigilância armada.

Após a morte do policial, a Polícia Civil deflagrou uma grande operação na tentativa de localizar Matuê e demais envolvidos. Até o momento, ele continua foragido. O Disque Denúncia divulgou um cartaz oferecendo recompensa de R$ 5 mil por informações que levem à captura do criminoso.

A denúncia pode ser feita de forma anônima pelos números (21) 2253-1177 ou 0300-253-1177. Também é possível enviar informações pelo aplicativo Disque Denúncia RJ, com garantia de sigilo.

José Lourenço integrava a Polícia Civil desde 2015 e já havia atuado em diversas unidades da corporação, incluindo a Delegacia de Homicídios da Capital e o Departamento Geral de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado. Atualmente, ocupava o cargo de diretor jurídico do Sindicato dos Policiais Civis do Rio e foi subsecretário de Operações da Secretaria Municipal de Ordem Pública entre 2022 e 2023.

O sepultamento do agente será realizado nesta terça-feira (21), no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap. A morte de Lourenço provocou grande comoção entre colegas de profissão e entidades ligadas à segurança pública, que prestaram homenagens nas redes sociais.

A Operação Gelo Podre segue em andamento, com foco no combate à comercialização irregular de gelo em quiosques e bares das praias da Barra da Tijuca e do Recreio. A ação conta com apoio da Cedae, do Inea e de concessionárias de serviços públicos, com objetivo de identificar práticas ilegais e proteger o consumidor.

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