Policial baleado em helicóptero durante operação no Rio morre após meses internado

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O policial baleado em helicóptero durante uma operação da Polícia Civil no Rio morreu neste domingo (17), após meses de internação. Felipe Marques Monteiro atuava como copiloto da aeronave atingida durante uma ação na Vila Aliança, em Bangu, na Zona Oeste da capital fluminense.

A morte foi confirmada por familiares nas redes sociais. Em uma publicação de despedida, parentes lembraram a força do agente durante o período de recuperação e destacaram o impacto deixado por ele entre pessoas próximas.

“Um guerreiro do início ao fim”, escreveu a família, segundo o Metrópoles. “Hoje nos despedimos com dor, mas também com gratidão por toda força, amor e exemplo que deixou em nossas vidas. Seu legado jamais será esquecido”, completaram os familiares, em publicação citada pelo Metrópoles.

Felipe foi atingido em 20 de março de 2025, durante uma operação da Polícia Civil na comunidade Vila Aliança. A ação fazia parte da Operação Torniquete, voltada a desarticular uma quadrilha especializada em roubos de vans.

De acordo com as investigações, o grupo criminoso teria causado prejuízos superiores a R$ 5 milhões ao setor de transporte turístico em 2024. Durante o sobrevoo da aeronave da Coordenadoria de Recursos Especiais, a Core, criminosos atiraram contra o helicóptero com armas de grosso calibre.

O policial foi atingido por um disparo de fuzil e socorrido em estado gravíssimo. Inicialmente, ele foi levado para o Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon, e depois transferido para o Hospital São Lucas Copacabana, onde permaneceu internado por meses.

Desde o ataque, Felipe enfrentou um quadro considerado extremamente delicado. O agente ficou em coma por longo período e passou por neurocirurgias de alta complexidade durante a tentativa de recuperação.

Ainda em 2025, o policial precisou passar por procedimentos importantes. O primeiro ocorreu logo após o ataque. Depois, os médicos identificaram novas complicações, o que levou a outras intervenções. Em seguida, ele também passou por uma cirurgia de reconstrução craniana.

Após cerca de nove meses de internação, Felipe chegou a receber alta hospitalar em dezembro do ano passado para iniciar a fase de reabilitação. Na ocasião, o médico Renato Ribeiro afirmou que o policial começava “uma nova etapa de recuperação”, depois de uma longa batalha pela vida.

Nos últimos meses, porém, o estado de saúde voltou a piorar. Segundo relatos feitos pela esposa do policial, Felipe desenvolveu uma infecção após complicações relacionadas a uma cirurgia realizada em abril deste ano.

Com o agravamento do quadro, ele precisou retornar ao hospital para novos procedimentos. Dias antes da morte, familiares informaram que o estado de saúde era grave e que o agente recebia medicações mais fortes para conter a infecção.

A morte de Felipe Marques Monteiro provocou forte comoção entre colegas da Polícia Civil e integrantes das forças de segurança do Rio de Janeiro. Durante meses, agentes e familiares acompanharam a luta do policial pela recuperação.

A investigação sobre o ataque contra o helicóptero segue em andamento. Um suspeito de participação na ação foi preso em maio deste ano, mas outros envolvidos ainda são procurados pelas autoridades.

O caso permanece como um dos episódios mais marcantes envolvendo ataques contra forças de segurança no Rio, reacendendo o debate sobre o risco enfrentado por policiais em operações realizadas em áreas dominadas pelo crime organizado.

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