Policiais ligados à segurança de Rogério Andrade foram presos na manhã desta terça-feira (10) durante uma operação conduzida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) em conjunto com a Corregedoria da Polícia Militar. A ação mira agentes suspeitos de atuar na proteção de atividades ligadas ao jogo do bicho na capital e na Baixada Fluminense.
Segundo o Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ao menos 13 pessoas já haviam sido presas até a última atualização da operação. Entre os alvos estão policiais militares da ativa, incluindo subtenentes que fariam parte do chamado “núcleo de segurança” do bicheiro Rogério Andrade.
Ao todo, foram expedidos 20 mandados de prisão preventiva. Rogério Andrade, que já se encontra preso no Presídio Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, também figura entre os alvos das investigações conduzidas pelo Ministério Público.
Durante a operação, equipes do Gaeco e da Corregedoria realizaram buscas em diferentes endereços nas cidades do Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mangaratiba, Nilópolis e São João de Meriti. Um dos policiais presos estava com uma carabina equipada com silenciador, que foi apreendida pelos agentes.
As investigações apontam que os denunciados atuavam na segurança de pontos de exploração ilegal de jogos de azar, principalmente na região de Bangu, na Zona Oeste da capital. De acordo com os promotores, o grupo utilizava a influência dentro das forças de segurança para garantir a continuidade das atividades criminosas.
Além dos policiais militares da ativa, a operação também tinha como alvo um policial penal, um ex-policial militar e um ex-policial civil. No total, o Gaeco apresentou denúncia contra 19 pessoas por envolvimento no esquema.
Segundo o Ministério Público, os investigados são acusados de integrar organização criminosa armada, agravada pela participação de agentes públicos e pela conexão com outras organizações criminosas. Também pesam contra os denunciados acusações de corrupção ativa e passiva.
Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital. A operação segue em andamento e outras diligências podem ocorrer ao longo do dia.
O avanço das investigações sobre a segurança de Rogério Andrade reforça a dimensão das suspeitas envolvendo agentes públicos e a proteção de atividades ilegais no estado, tema que continua gerando novos desdobramentos nas apurações das autoridades.














