Polícia prende norte-americano em SP suspeito de exploração sexual infantil no Rio

DCAV

A Polícia prende norte-americano em São Paulo suspeito de exploração sexual infantil no Rio de Janeiro. O homem, de 30 anos, foi localizado no bairro da Liberdade por agentes da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima após investigação que apontou risco de fuga do país.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito utilizava perfis em redes sociais nos quais se apresentava como “turista sexual” e “passport bro”, expressões associadas a práticas de exploração sexual em outros países. As apurações indicaram que ele mantinha contato com menores de idade e organizava encontros por meio de aplicativos.

As investigações tiveram início no começo deste mês, após denúncia feita por um motorista de aplicativo. Segundo o relato, uma corrida foi solicitada com nome falso e, no local de embarque, duas crianças entraram no veículo. Durante o trajeto, elas afirmaram que seriam levadas para encontrar um homem mais velho que não falava português, sem saber explicar como o conheciam ou para onde iriam.

A empresa de transporte informou à polícia que o suspeito criou e utilizou diversas contas com identidades falsas ao longo do tempo. A partir desses dados, agentes da Dcav iniciaram monitoramento em conjunto com a plataforma e com a Agência de Segurança Interna dos Estados Unidos, o que possibilitou a identificação do norte-americano.

Durante as diligências, foi constatado que, em 18 de dezembro, o investigado solicitou outra corrida no bairro do Rocha, na Zona Norte do Rio, ocasião em que quatro meninas menores de idade teriam embarcado com destino ao bairro de Santo Cristo, na Zona Portuária da capital.

Dois dias depois, o homem seguiu para São Paulo, levantando a suspeita de que estaria planejando deixar o país. As equipes então montaram um cerco que resultou na prisão nesta segunda-feira.

Contra o estrangeiro foi cumprido mandado de prisão temporária pelos crimes de estupro de vulnerável e favorecimento à exploração sexual infantil. Segundo a Polícia Civil, as penas somadas podem chegar a até 34 anos de reclusão. Durante a ação, foram apreendidos pen drives, cartões de memória, notebook, aparelhos celulares, chips de telefonia, um relógio com câmera oculta e outros objetos. O passaporte do suspeito também foi retido.

A prisão contou com apoio da Polícia Civil de São Paulo e da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública. As investigações continuam para identificar possíveis outros envolvidos e apurar a existência de novas vítimas.

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