A Polícia Civil prendeu um homem em flagrante por receptação qualificada de peças furtadas da linha de trem entre Paracambi e Engenheiro Paulo de Frontin, no Sul Fluminense. A operação recuperou cerca de 150 dormentes que estavam escondidos em um sítio da região.
A ação foi realizada por agentes da DRF, a Delegacia de Roubos e Furtos. As investigações começaram logo depois que a concessionária MRS Logística procurou a polícia para denunciar o sumiço do material utilizado para fixar os trilhos no chão e dar estabilidade para a passagem das composições.
Prisão e recuperação de peças no Sul Fluminense
Ao todo, a empresa informou a falta de 250 dormentes feitos de madeira de eucalipto citriodora e outros 100 fabricados em aço. A avaliação aponta que o material de madeira custa R$ 460 a unidade, enquanto as peças metálicas valem R$ 2.365,99 cada. Somadas, as perdas chegavam a R$ 351.599.
Após o trabalho de inteligência e buscas em diferentes pontos da região, os agentes localizaram grande parte do lote no imóvel do suspeito e de seus parentes. No local, além dos itens armazenados, a polícia flagrou peças sendo usadas em estruturas da própria propriedade rural.
O homem recebeu voz de prisão e foi levado para a sede da delegacia especializada. Ele passou pelos procedimentos legais da autuação em flagrante e seguiu para o sistema penitenciário do Estado, onde vai aguardar as determinações do Poder Judiciário.
Por que esse tipo de crime traz perigo para a população?
O furto de peças da malha ferroviária não causa apenas prejuízos financeiros para a concessionária que administra o serviço. A retirada dos dormentes enfraquece a estrutura que sustenta os trilhos, o que aumenta de forma direta os riscos de descarrilamentos de trens de carga na região.
Quando a estrutura fica comprometida, todo o transporte de mercadorias pela linha precisa passar por restrições de velocidade ou até interrupções operacionais. Isso gera atrasos em cascata, afeta a economia do estado e pode colocar em risco as equipes que trabalham na manutenção dos trechos e na condução das composições.
O que já se sabe sobre o caso
A investigação confirmou que os dormentes saíram de um trecho em obras que liga os municípios de Paracambi a Engenheiro Paulo de Frontin. Os policiais conseguiram reaver aproximadamente 150 unidades do total desviado durante as buscas no sítio.
As equipes da Delegacia de Roubos e Furtos mantêm as diligências para identificar e prender os responsáveis diretos por retirar o material da ferrovia. O material apreendido passa por perícia técnica antes de retornar oficialmente ao controle da empresa concessionária.
Como denunciar furtos e crimes em ferrovias
Quem vive perto de linhas de trem ou nota movimentações suspeitas de caminhões e pessoas carregando peças pesadas de madrugada pode ajudar a polícia de forma totalmente anônima. As informações repassadas pela população auxiliam as autoridades a agir rapidamente antes que novos prejuízos aconteçam.
O canal principal do Rio de Janeiro é o Disque Denúncia, que atende pelo telefone 2253-1177 com funcionamento 24 horas por dia. Também e possível mandar fotos e detalhes pelo aplicativo do serviço ou registrando informações diretamente na delegacia mais próxima do local da ocorrência.
O que fazer se você foi vítima ou presenciou esse crime
Se você testemunhar o furto de cabos, peças de ferro ou estruturas de transporte público e privado, evite qualquer tipo de abordagem aos suspeitos. O correto é acionar de imediato a Polícia Militar pelo telefone 190 para que uma viatura seja enviada ao local.
Para proprietários ou representantes de empresas lesadas por esse tipo de conduta, o registro de ocorrência deve ser feito em uma delegacia da Polícia Civil. É fundamental apresentar notas fiscais, fotos e todos os dados de identificação dos itens para facilitar a apuração e o reconhecimento do material recuperado.















