Dois homens foram presos em flagrante nesta segunda-feira (24), em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, transportando 280 litros de cloreto de metileno. O produto químico, segundo a Polícia Civil, seria usado para fabricar entorpecentes vendidos por facções criminosas da região.
Operação intercepta insumo para entorpecentes na Baixada
As prisões de Jorge Baldi Guilhermino Junior e Jefferson Luciano Pio foram realizadas por agentes da 25ª DP (Engenho Novo). As investigações apontam que a carga saiu de Guarulhos, em São Paulo, contratada por traficantes através de uma empresa transportadora.
O plano dos criminosos era desviar os nove tambores com o produto químico para um endereço diferente daquele que constava na nota fiscal. No entanto, a equipe policial conseguiu rastrear a rota e localizar a carga antes do descarregamento ilegal.
Como aconteceu a abordagem no local?
Os policiais civis encontraram o caminhão da empresa de transporte e um veículo utilitário Kia Bongo parados na Avenida Belkis, no município de São João de Meriti. Ao notar a chegada das viaturas, Jorge tentou escapar acelerando outro automóvel.
Durante a fuga, o suspeito perdeu o controle da direção e bateu contra o muro de uma residência na mesma região. Com a batida, Jorge sofreu um corte na cabeça, foi socorrido para atendimento médico e depois levado para a delegacia para a formalização da prisão.
Qual é o histórico dos envolvidos e a acusação?
Segundo a Polícia Civil, Jorge já tinha passagens anteriores por crimes como roubo, tráfico de drogas, homicídio qualificado, ameaça e lesão corporal. A defesa dos dois envolvidos não foi localizada até o fechamento desta reportagem.
A dupla foi autuada pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Ambos foram transferidos para o sistema prisional do estado, onde vão aguardar a decisão da audiência de custódia da Justiça.
Como funcionava o esquema investigado?
A ação policial faz parte de um inquérito em andamento na 25ª DP. A delegacia apura a atuação de uma organização criminosa focada em adquirir e distribuir produtos químicos controlados de forma clandestina.
O objetivo do grupo era abastecer produtores de drogas sintéticas e cheirinho da loló que atuam em comunidades da Baixada Fluminense e da capital. As investigações continuam para identificar outros integrantes da rede de suprimentos.















