A Bruxa de Jacarepaguá foi presa pela Polícia Civil do Rio de Janeiro por aplicar golpes espirituais e financeiros em diversas vítimas. Marcela Karina de Toledo, de 34 anos, foi detida em casa, na Barra da Tijuca, Zona Oeste, na última terça-feira (28), acusada de estelionato e fraude. A prisão só foi divulgada nesta sexta-feira (31) após conclusão da operação conduzida pela 41ª DP (Tanque).
Nas redes sociais, Marcela usava o pseudônimo Chandhra Carriem e se apresentava como “influencer espiritual”, “terapeuta holística” e “magista”. Vestida a caráter e cercada por símbolos de bruxaria, ela recebia clientes em supostas “consultas místicas”, oferecendo rituais e trabalhos espirituais para resolver problemas amorosos, financeiros e familiares.
De acordo com as investigações, as promessas de resultados nunca se cumpriam. As vítimas relataram que, após pagamentos antecipados, a falsa terapeuta desaparecia ou bloqueava os contatos. Em alguns casos, ela aplicava o chamado “golpe do Pix agendado”: simulava o envio de dinheiro no aplicativo bancário, mas os valores nunca eram efetivamente transferidos.
A polícia informou que Marcela também se apresentava a comerciantes locais como influenciadora digital. Ela prometia divulgar produtos em suas redes em troca de permutas e valores em dinheiro, mas as publicações jamais aconteciam.
Após denúncias anônimas, os agentes localizaram Marcela em seu apartamento e cumpriram o mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça. Na ação, foram apreendidos celulares, objetos ritualísticos e comprovantes de transferências bancárias.
Segundo a 41ª DP, ela responderá pelo crime de estelionato e segue sendo investigada por possíveis vítimas em outros estados. A polícia orienta que pessoas lesadas pela Bruxa de Jacarepaguá procurem a delegacia para registrar ocorrência e colaborar com o inquérito.














