Polícia investiga se PM reformado foi executado por grupo do CV

O traficante Rodney Lima de Freitas, conhecido como RD

Polícia investiga se PM reformado foi executado por integrantes de um grupo de matadores associado ao Comando Vermelho. O caso, que segue sob apuração da Delegacia de Homicídios da Capital, envolve o assassinato de Marcos Antônio Cortinas Lopez, de 58 anos, ocorrido em janeiro na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

Segundo as investigações, Cortinas Lopez era proprietário de uma empresa de telefonia e já havia sido preso em 2020 por receptação qualificada. Na época, a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) investigava sua possível ligação com uma milícia que atuava na cidade.

De acordo com a delegada Luciana Fonseca, responsável pelo caso, o grupo investigado tem histórico de execuções e atua com frequência em ações planejadas. Ela revelou que os criminosos tentaram matar a vítima em duas outras ocasiões antes de conseguirem localizá-lo.

“Tráfico de drogas é uma das menores participações criminosas que eles possuem hoje. Eles estão se prestando a esse serviço de pistolagem também”, afirmou a delegada durante entrevista.

Três suspeitos de participarem da execução já foram identificados pela polícia. Um deles faz parte do chamado “grupo de guerra” do Comando Vermelho, liderado por Rodney Lima de Freitas, conhecido como RD. Outro suspeito é Caio Felipe Ferreira da Cruz, apelidado de Reizin, já procurado por envolvimento em outros crimes violentos.

Em março, um dos responsáveis pela morte de Lopez foi preso. Jefferson Senra Amaral foi localizado na Vila Kennedy, comunidade que, segundo as investigações, funciona como base operacional do grupo de matadores.

A polícia ainda trabalha para localizar os demais envolvidos e entender a motivação completa do crime. A hipótese principal é de que o assassinato tenha sido encomendado como parte de uma disputa de poder ou retaliação.

O caso reforça a preocupação das autoridades com o avanço de grupos armados que atuam tanto no tráfico quanto em execuções por encomenda, assumindo funções antes associadas exclusivamente às milícias. A integração entre facções e o aumento de crimes por “pistolagem” têm exigido novas estratégias de investigação e repressão.

As investigações seguem em andamento e novos desdobramentos são esperados nos próximos dias.

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