Samara Martins alerta sobre riscos da privatização para a soberania do Brasil em debate
A candidata à Presidência pela Unidade Popular (UP), Samara Martins, marcou presença em debate promovido pelo Metrópoles em parceria com o canal Inteligência Ltda. Na ocasião, a presidenciável apresentou sua visão contundente sobre a importância da soberania nacional e se mostrou veementemente contrária às privatizações.
Martins argumentou que a transferência de empresas e riquezas consideradas estratégicas para o setor privado, especialmente para companhias de capital estrangeiro, representa um grave risco à independência econômica do país. Sua crítica se estendeu a setores vitais para o desenvolvimento e bem-estar da população brasileira.
A candidata citou como exemplo pessoal a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), onde seu pai atua profissionalmente. Essa proximidade com a realidade dos trabalhadores de estatais serviu para reforçar seu discurso em defesa do patrimônio público e contra o que ela define como uma “entrega da nossa soberania”, conforme informação divulgada pelo Metrópoles.
Privatizações e o risco à soberania econômica
Samara Martins destacou que a privatização de empresas estatais, como a Copasa, é um tema que lhe é muito pessoal. Ela ressaltou que seu pai é trabalhador da companhia e que, em sua visão, a venda dessas empresas, especialmente para grupos estrangeiros, configura uma perda de controle sobre ativos nacionais.
“Essa questão das privatizações, inclusive da Copasa, é muito próxima de mim. Meu pai é trabalhador da Copasa. Isso é uma entrega da nossa soberania, inclusive porque grande parte dessas privatizações é feita para empresas estrangeiras”, afirmou a candidata durante o debate.
Riquezas estratégicas sob controle estatal
A presidenciável também expressou preocupação com a possibilidade de que riquezas consideradas estratégicas para o Brasil caiam sob o controle de outros países. Para Samara Martins, essa situação compromete a autonomia e a capacidade de decisão do país em relação aos seus próprios recursos.
“Ter na mão de outros países questões centrais, minerais estratégicos, riquezas estratégicas para o nosso país, não é defender a soberania, não é defender a independência econômica do nosso país”, declarou, enfatizando a necessidade de manter o controle sobre esses bens.
Defesa de recursos naturais e fim da dependência
Ao final de sua participação no debate, Samara Martins mencionou especificamente as terras raras e o petróleo como exemplos de recursos que, em sua opinião, devem permanecer sob o domínio do Estado. Ela acredita que a proposta da Unidade Popular visa justamente evitar que o Brasil se torne dependente de outras nações.
“É defender, inclusive, as terras raras, o petróleo na mão do Estado, para que a gente não esteja à mercê desses outros países, sejam eles chineses, sejam estadunidenses. Essa é a defesa da Unidade Popular, que é a garantia da soberania”, concluiu a candidata, reforçando seu compromisso com a autonomia nacional.













