Polícia do RJ investiga “lista sexual” com 65 alunas do Colégio Cruzeiro em Jacarepaguá; diretor será ouvido

Polícia do RJ investiga “lista sexual” com 65 alunas do Colégio Cruzeiro em Jacarepaguá; diretor será ouvido

A Polícia Civil do Rio de Janeiro iniciou uma investigação para identificar os responsáveis pela criação e divulgação de uma lista com conotação sexual envolvendo alunas do Colégio Cruzeiro, localizado em Jacarepaguá, na zona oeste da capital. Pelo menos 65 estudantes devem ser ouvidas no decorrer do processo.

A delegada Maria Luisa Machado, titular da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), informou que o diretor da instituição de ensino também prestaria depoimento. A investigação busca reunir todos os registros de ocorrência para centralizar os esforços na apuração do caso, que tem gerado grande repulsa entre pais e responsáveis.

“Nós recebemos a informação desse caso há mais ou menos dois dias e desde então estamos empreendendo os esforços para reunir todos os registros de ocorrência para fazer a investigação de forma centralizada. É um caso que causa uma repulsa muito grande principalmente aos pais ao verem os nomes das filhas nessa lista”, afirmou a delegada à GloboNews. Conforme informação divulgada pela emissora, a expectativa é que os depoimentos ajudem a esclarecer quem produziu e divulgou o conteúdo, que poderá levar os envolvidos a responder pelos crimes de injúria e difamação.

Depoimento especial para vítimas em vulnerabilidade

As estudantes serão ouvidas por meio do procedimento de depoimento especial, um método utilizado em casos que envolvem vítimas em situação de vulnerabilidade. A delegada ressaltou a importância deste procedimento para a investigação.

“Vamos dar amplitude para conseguir identificar a autoria por meio dos depoimentos”, disse a delegada, explicando que a lista foi criada de forma anônima em uma plataforma online no formato de “tier list”, onde temas são divididos em categorias pré-estabelecidas.

Categorias da lista e reação do Colégio Cruzeiro

As alunas foram classificadas em categorias como “GOAT” (melhor de todos os tempos), “Comeria no lucro”, “Bêbado vai”, “Me arrependi depois” e “Nem olharia”. Em resposta ao ocorrido, o Colégio Cruzeiro emitiu uma nota informando que registrou um boletim de ocorrência e denunciou o caso à plataforma onde a lista foi veiculada, resultando na retirada do conteúdo.

“O Colégio Cruzeiro, sintonizado com as questões da sociedade contemporânea, reprova e repudia quaisquer atitudes que exponham estudantes. Registramos um boletim de ocorrência, fizemos uma denúncia à plataforma de veiculação exigindo a retirada do conteúdo (já retirado do ar), alertamos os responsáveis e estamos dando apoio às alunas e suas famílias”, declarou a instituição de ensino.

Investigação busca identificar autores da “lista sexual”

A polícia segue empenhada em identificar os autores da lista, que apesar de ter sido criada anonimamente, poderá ter sua autoria desvendada através dos depoimentos das vítimas e de outras diligências. A colaboração das alunas e o uso do depoimento especial são vistos como cruciais para o avanço da investigação.

A criação e divulgação de listas com conteúdo vexatório e de cunho sexual, especialmente quando envolvem menores de idade, são consideradas crimes e a polícia busca punir os responsáveis. O caso do Colégio Cruzeiro em Jacarepaguá serve como um alerta sobre os perigos da internet e a necessidade de vigilância constante sobre o comportamento online dos jovens.

Limpatech