A Polícia Civil iniciou uma campanha de doação de sangue para policiais feridos durante a megaoperação realizada nesta terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Ao todo, cinco agentes da corporação e dez militares foram baleados durante os confrontos, que deixaram ainda quatro policiais mortos.
A instituição orienta que as doações sejam feitas no Hospital Getúlio Vargas, na Penha — onde parte dos feridos segue internada — ou no Hemorio, no Centro do Rio. Para efetuar a doação, é necessário informar o nome de um dos agentes hospitalizados.
Os policiais internados são:
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Bernardo Leal Anne Dias – delegado-adjunto da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE)
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Leandro Oliveira dos Santos
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Rodrigo Vasconcelos Nascimento
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Rodrigo da Silva Ferreira Soares
Endereços para doação:
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Hospital Getúlio Vargas: Avenida Lobo Júnior, 2293 – Penha Circular
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Hemorio: Rua Frei Caneca, 8 – Centro
A campanha foi divulgada nas redes sociais oficiais da corporação e reforça o apelo à população fluminense diante do grande número de feridos na operação. A instituição destaca que cada doação pode salvar até quatro vidas e que o gesto solidário é essencial neste momento crítico.
A reportagem entrou em contato com o Hospital Getúlio Vargas para obter informações sobre o estado de saúde dos policiais, mas ainda não recebeu retorno. O espaço segue aberto para atualizações.
Policiais mortos na operação
Entre os agentes que não resistiram estão:
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Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, 51 anos – conhecido como Máskara, recém-nomeado chefe de investigação da 53ª DP (Mesquita)
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Rodrigo Veloso Cabral, 34 anos – lotado na 39ª DP (Pavuna)
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Cleiton Serafim Gonçalves, 40 anos – integrante do Bope
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Heber Carvalho da Fonseca – também do Bope
Megaoperação e confrontos
A ofensiva contou com cerca de 2,5 mil agentes das polícias Civil e Militar, além de apoio do Ministério Público do Rio, para cumprir 100 mandados de prisão e 150 de busca e apreensão. O objetivo era desarticular lideranças do Comando Vermelho em 26 comunidades dos complexos do Alemão e da Penha.
Durante os confrontos, ao menos 60 suspeitos morreram. Entretanto, na manhã desta quarta-feira (29), moradores da Penha retiraram dezenas de corpos de uma área de mata na Serra da Misericórdia, o que pode elevar o número oficial de mortos para mais de 100.
Criminosos também bloquearam vias expressas como a Grajaú–Jacarepaguá e a Rua Dias da Cruz, no Méier, além de incendiarem ônibus em diferentes pontos da cidade. De acordo com o Rio Ônibus, mais de 100 linhas precisaram ser desviadas.
A Polícia Civil segue investigando os desdobramentos da operação e a autoria dos ataques registrados após os confrontos.














