A Polícia Civil investiga Bolsonaro por supostamente compartilhar fake news envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A apuração se refere a uma mensagem enviada via WhatsApp, na qual o ex-presidente teria associado o petista ao regime de Bashar Al Assad, ex-ditador da Síria, incluindo referência a execuções de pessoas LGBTQIA+.
O caso teve início a partir de uma denúncia ao Ministério Público Federal, que o remeteu à Justiça Federal. O Ministério da Justiça, então, solicitou à Polícia Federal a abertura de inquérito. No entanto, após análise, a PF concluiu que a investigação deveria ocorrer na esfera estadual, sendo encaminhada à Polícia Civil do Distrito Federal.
Como se trata de possível crime contra a honra, a apuração dependeu de autorização de um representante do presidente Lula para prosseguir. A Polícia Federal também considerou avaliar se a conduta de Bolsonaro poderia se enquadrar em outros crimes, já que as informações divulgadas seriam falsas.
Por se tratar de fatos ocorridos após o fim do mandato presidencial, a investigação tramitará na primeira instância. Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e é réu no Supremo Tribunal Federal sob acusação de tentativa de golpe de Estado após a derrota eleitoral. Desde o dia 4 deste mês, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, ele está proibido de usar redes sociais e telefones celulares.














