A Polícia Civil do Rio de Janeiro solicitou à Justiça a prisão preventiva de três acusados pela morte de Sther Barroso dos Santos, de 22 anos, brutalmente espancada após sair de um baile funk na comunidade da Coreia, em Senador Camará, Zona Oeste da cidade. A investigação aponta que o crime foi ordenado por Bruno da Silva Loureiro, conhecido como Coronel, apontado como chefe do tráfico local.
De acordo com a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), Sther foi sequestrada na manhã do dia 17 de agosto, ao deixar o baile funk, e levada para uma residência na favela do Muquiço. No local, ela teria sido agredida por Coronel e seus dois homens de confiança, identificados como Douglas Medeiros da Silva, o Dodô, e outro conhecido como Debochado, ainda não identificado formalmente.
Os investigadores apuraram que a jovem foi alvo de violência porque se recusava a reatar um relacionamento com Coronel, encerrado dois anos antes. Testemunhas relataram que, durante o período em que estiveram juntos, o criminoso já a ameaçava e agredia, chegando até a ordenar a morte de um traficante com quem Sther teria se envolvido.
Após ser deixada em estado grave na porta da casa da família, Sther chegou a ser socorrida e levada ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, mas não resistiu aos ferimentos. A Polícia Civil responsabilizou os três envolvidos a partir de cruzamento de dados de inteligência, depoimentos e registros em redes sociais.
Uma operação realizada no início de setembro nas comunidades da Vila Aliança e em Senador Camará tentou cumprir os mandados de prisão, mas resultou em confronto, com seis suspeitos mortos. O inquérito segue em andamento para localizar e prender os acusados.














