A Polícia Civil do Rio de Janeiro concedeu a Medalha Coragem a 44 agentes que foram feridos em confrontos durante operações realizadas ao longo dos últimos 20 anos. A lista de agraciados inclui investigadores, comissários, oficiais e delegados, entre eles o atual secretário da corporação, Felipe Curi, que também recebeu a honraria.
De acordo com nota da instituição, Curi foi atingido por disparos em 2016, durante confronto no Complexo do Alemão, quando foi baleado três vezes. O fato de estar no cargo de secretário não apaga as marcas e sequelas dos ferimentos graves que sofreu e que carregará pelo resto da vida — destacou o comunicado.
Outro agente homenageado foi o piloto Felipe Marques Monteiro, de 45 anos, que foi baleado na cabeça enquanto atuava como copiloto de uma aeronave em operação na Vila Aliança, Zona Oeste, em março deste ano.
A honraria foi regulamentada em 30 de junho deste ano, por meio de resolução assinada pelo próprio secretário. Segundo a publicação, a Medalha Coragem tem como objetivo reconhecer policiais civis feridos em serviço que, pela coragem e dedicação, colocaram suas vidas em risco para proteger a sociedade, tornando-se símbolos de honra, destemor e resiliência.
Para receber a condecoração, são considerados os policiais que tenham sofrido ferimentos graves em quatro situações: operações policiais ou diligências investigativas, desde que as lesões tenham gerado sequelas significativas, colocado a vida em risco ou evidenciado contexto de iminente ameaça de morte. A regulamentação ainda prevê que não podem ser contemplados agentes que tenham sofrido penalidade administrativa nos últimos cinco anos ou que tenham condenações penais, por improbidade administrativa ou por crime de responsabilidade.














