A Polícia Civil apreendeu 500 armas de gel durante uma operação realizada nesta terça-feira (29) em lojas de brinquedos no Rio de Janeiro e em Niterói, na Região Metropolitana. A ação foi coordenada pela Delegacia do Consumidor (Decon) e cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em diversos estabelecimentos comerciais.
De acordo com a polícia, as armas de gel foram encontradas em filiais de uma mesma rede de lojas, localizadas no Centro, Zona Sul e Zona Norte do Rio, além de unidades em Niterói. A comercialização desse tipo de item é proibida em lojas de brinquedos desde 1995, principalmente pela semelhança de alguns modelos com armamentos reais, como fuzis AK-47.
As equipes da Decon partiram da Cidade da Polícia, na Zona Norte, para cumprir os mandados expedidos pela Justiça. Todo o material apreendido será levado para a Cidade da Polícia, onde passará por perícia para a análise da procedência e fabricação dos produtos.
A operação que resultou na apreensão das armas de gel foi iniciada após uma denúncia feita por uma mãe. Ela procurou a Delegacia do Consumidor, indignada ao encontrar uma réplica de fuzil em uma loja destinada à venda de brinquedos infantis.
“Essa mãe compareceu à delegacia se sentindo indignada porque em uma loja que vendia brinquedos infantis ela viu um fuzil. A polícia se debruçou nessa investigação e agora vai buscar a procedência deste material”, afirmou o delegado titular da Decon, Wellington Vieira, em depoimento ao g1.
As armas de gel são réplicas que disparam pequenos projéteis de hidrogel e, embora sejam comercializadas como brinquedos em alguns locais, oferecem riscos consideráveis, especialmente para crianças. Por essa razão, a legislação estadual proíbe a venda de simulacros e réplicas de armas de fogo em brinquedos.
Em nota enviada ao g1, a Polícia Civil alertou para o risco da banalização do uso de objetos que imitam armamentos, principalmente em espaços frequentados por crianças. A presença desses produtos pode incentivar comportamentos agressivos e dificultar o trabalho de conscientização contra a violência.
Além da apreensão das armas, a operação visa identificar os fornecedores e responsáveis pela comercialização dos produtos irregulares. Dependendo da conclusão da investigação, os proprietários das lojas poderão responder por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e outras legislações relacionadas à proteção do consumidor.
O comércio irregular de armas de gel chamou a atenção das autoridades, pois pode contribuir para a formação de uma cultura de normalização da violência entre jovens. A Decon reforçou que denúncias como esta são fundamentais para combater a circulação desses itens proibidos.
As investigações continuam, e novas ações podem ser desencadeadas para impedir a comercialização de simulacros de armas de fogo em outros estabelecimentos.














