Polícia Civil alerta para golpe do nude em apps de namoro no Rio

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro emitiu um alerta importante para quem usa aplicativos de namoro no celular. Criminosos estão criando perfis falsos para seduzir usuários, conseguir fotos íntimas e depois exigir dinheiro sob a ameaça de publicar as imagens na internet. Em um caso recente, uma moradora do Rio foi extorquida em quinhentos reais após enviar imagens para um perfil que acreditava ser de um pretendente comum.

Como funciona o golpe do nude nos aplicativos

O golpe começa de forma muito sutil nas redes sociais e nos aplicativos de relacionamento mais conhecidos, como Tinder e Badoo. Os golpistas usam fotos de homens ou mulheres atraentes e iniciam conversas amigáveis. Rapidamente, eles demonstram muito interesse pela vítima e sugerem migrar a conversa para o WhatsApp. Esse passo é fundamental para os criminosos, pois é onde eles conseguem o número de telefone celular e mais dados pessoais do alvo.

Com o passar dos dias, a conversa ganha um tom mais íntimo e o criminoso sugere a troca de fotos ou vídeos de cunho sexual. Assim que a vítima envia o material, o tom da conversa muda drasticamente. O golpista revela que tem acesso aos contatos das redes sociais da pessoa e até de familiares. É nesse momento que começa a extorsão financeira, com ameaças de enviar as imagens para o chefe do trabalho, parentes e amigos próximos.

No caso registrado na delegacia, a vítima, que reside na Região Metropolitana do Rio, chegou a realizar uma transferência bancária via Pix no valor de quinhentos reais para evitar que suas fotos fossem espalhadas em grupos de mensagens da vizinhança. No entanto, os policiais alertam que realizar o pagamento raramente encerra as ameaças, já que os criminosos continuam pedindo mais dinheiro nas semanas seguintes.

O que fazer se você foi vítima do golpe

Se você caiu nesse golpe e está sendo extorquido, a recomendação principal das autoridades é nunca fazer qualquer pagamento de dinheiro. O pagamento não garante que as fotos serão apagadas e apenas incentiva o criminoso a pedir valores ainda maiores nas próximas horas. O passo correto é interromper a comunicação imediatamente.

Guarde todas as provas possíveis do crime. Tire fotos da tela do celular mostrando as mensagens de ameaça, o número do telefone do golpista, o link do perfil do aplicativo de namoro e também os dados da conta bancária que eles enviaram para o depósito. Com essas capturas de tela guardadas, procure a delegacia mais próxima para registrar a ocorrência criminal.

O registro do boletim de ocorrência pode ser feito presencialmente em qualquer delegacia de polícia do Rio de Janeiro ou de forma digitalizada pela internet, através da Delegacia Eletrônica da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Esse documento serve de base para que os investigadores identifiquem os donos das contas que receberam o dinheiro.

Como denunciar os golpistas no Rio

Para denunciar perfis suspeitos, números de telefone usados em extorsões ou atividades de quadrilhas especializadas, a população fluminense tem canais diretos e totalmente anônimos. O Disque Denúncia do Rio funciona 24 horas por dia e é a principal ferramenta para repassar informações sem precisar se identificar.

  • Disque Denúncia: Telefone 2253-1177 (aceita ligações e mensagens de WhatsApp).
  • Aplicativo: “Disque Denúncia RJ” disponível para celulares Android e iOS.
  • Delegacia de Crimes de Informática (DRCI): Telefone (21) 2202-0243. Endereço: Jacarezinho, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Dicas de segurança para evitar o golpe

A prevenção é o melhor caminho para evitar a dor de cabeça e o prejuízo financeiro. Os investigadores da Delegacia de Crimes de Informática orientam que os usuários de aplicativos de namoro fiquem atentos a perfis extremamente perfeitos ou que evitem fazer chamadas de vídeo em tempo real. Se a pessoa com quem você conversa sempre arruma uma desculpa para não ligar a câmera, desconfie na hora.

Outra dica vital é nunca compartilhar dados pessoais sensíveis, como o local onde trabalha, o nome completo de familiares ou a escola onde os filhos estudam. Esses dados são usados como ferramentas de pressão psicológica durante a extorsão. Por fim, evite enviar fotos que mostrem o seu rosto junto com o seu corpo, ou que mostrem marcas específicas, como tatuagens, que facilitem a sua identificação caso as imagens sejam vazadas.

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