Quem passa de moto ou de carro pela Linha Vermelha já deve ter reparado na movimentação das equipes de trânsito. A Prefeitura do Rio de Janeiro começou a implantar novas motofaixas nos dois sentidos da via expressa, no trecho entre o Caju, na Zona Portuária, e o acesso à Rodovia Presidente Dutra. Ao todo, serão 35 quilômetros de faixas preferenciais para os motociclistas, com o objetivo de organizar o fluxo e diminuir o número de acidentes graves.
Novas motofaixas na Linha Vermelha organizam trânsito de duas rodas
Os trabalhos de sinalização começaram pelo sentido Centro do Rio de Janeiro. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio, a CET-Rio, a previsão é que todo o trecho esteja pronto em cerca de 60 dias. No entanto, o cronograma oficial pode sofrer atrasos caso chova forte na região metropolitana nas próximas semanas. A intervenção faz parte de uma meta maior do município, que pretende alcançar 74 quilômetros de faixas azuis e brancas exclusivas para motos em toda a cidade até dezembro de 2026.
Para preparar o asfalto antes de receber a tinta azul e branca, as equipes realizam o processo de microfresagem. Esse serviço retira uma camada bem fina e superficial do asfalto velho para apagar as marcas antigas de sinalização e garantir que a nova pintura tenha boa aderência. A Linha Vermelha é uma das vias expressas mais movimentadas do estado, servindo de ligação direta para quem sai da Baixada Fluminense, da Zona Norte e da Ilha do Governador em direção ao Centro e à Zona Sul.
Como o motorista e o motociclista devem se comportar na via?
A nova motofaixa não é uma pista de corrida isolada. A CET-Rio orienta que os motociclistas utilizem o espaço de maneira disciplinada, mantendo a velocidade compatível com a via e evitando ultrapassagens arriscadas, principalmente nos horários de pico, quando o trânsito costuma dar nós perto das saídas para a Avenida Brasil e a Ponte Rio-Niterói.
Para os motoristas de carros, ônibus e caminhões, a regra é clara: é permitido cruzar a faixa azul para mudar de pista ou acessar saídas, mas a manobra deve ser feita sempre com a seta ligada e atenção redobrada. Não é permitido trafegar ou estacionar sobre a faixa azul, sob pena de infração de trânsito. O espaço é de prioridade das motos para evitar o chamado “corredor” desordenado entre os carros.
Quais outras ruas do Rio de Janeiro já têm ou vão receber a faixa azul?
A expansão das faixas para motos começou no Rio de Janeiro em 2024. A primeira via a receber o projeto-piloto foi a Autoestrada Engenheiro Fernando Mac Dowell, na altura de São Conrado, na Zona Sul. Depois, o corredor da Avenida Rei Pelé e da Rua Teixeira Soares, perto do Maracanã, também ganhou o espaço pintado. Segundo os estudos de tráfego da prefeitura, a adesão dos motociclistas nessas regiões é alta, variando de 86% a 96% de uso correto.
Atualmente, as equipes também trabalham para concluir outros oito quilômetros de motofaixas na mesma Autoestrada Engenheiro Fernando Mac Dowell, no sentido Barra da Tijuca, no trecho entre a Avenida Niemeyer e a Avenida Embaixador Gabriel Landa. As avenidas Engenheiro Freyssinet e o Elevado Rufino de Almeida Pizarro, nos dois sentidos, são outros pontos que passam por intervenções.
O que muda para quem mora ou trabalha na Baixada e usa a Linha Vermelha?
O morador de Duque de Caxias, São João de Meriti ou Nova Iguaçu que utiliza a Linha Vermelha diariamente para trabalhar no Rio de Janeiro sentirá o impacto direto na viagem. Nos primeiros dias de pintura, podem ocorrer interdições parciais em uma das faixas durante a madrugada e nos horários de menor movimento. Os motoristas devem redobrar a atenção com as equipes que trabalham na pista.
Quando a sinalização estiver pronta, a expectativa é de melhora no tempo de viagem tanto para quem está de carro quanto de moto. Com as motocicletas circulando preferencialmente pela faixa azul, o espaço para os carros de passeio fica mais livre, diminuindo as frenadas bruscas que costumam causar engavetamentos na Linha Vermelha.
Como fica a fiscalização desse trecho?
A Prefeitura do Rio de Janeiro reforça que a pintura da motofaixa sozinha não faz milagre. Para que a segurança realmente aumente, a fiscalização eletrônica continuará ativa em toda a extensão da Linha Vermelha. Os radares de velocidade e as câmeras de videomonitoramento do Centro de Operações Rio, o COR, serão usados para flagrar motoristas e motociclistas que abusarem do limite de velocidade ou realizarem manobras perigosas.
Quem desrespeitar as regras de trânsito estará sujeito a multas. O Comando de Policiamento em Vias Expressas, o BPVE da Polícia Militar, também atua na via com blitzes periódicas para verificar a documentação dos veículos e coibir irregularidades, garantindo que a nova sinalização traga segurança de verdade para quem trabalha sobre duas rodas.















